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Delegacia funciona sem agente, escrivão e viatura

Depois de várias tentativas sem sucesso com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado, não restou alternativa ao delegado da cidade de São José da Lagoa Tapada, Francisco Abrantes Moreira, a não ser procurar o Ministério Público da comarca de Sousa para comunicar a situação como se encontra a delegacia onde ele […]

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28/02/2008 às 18h00

Depois de várias tentativas sem sucesso com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado, não restou alternativa ao delegado da cidade de São José da Lagoa Tapada, Francisco Abrantes Moreira, a não ser procurar o Ministério Público da comarca de Sousa para comunicar a situação como se encontra a delegacia onde ele presta serviços.

Nesta quarta-feira, 27, a Curadora do Patrimônio Público e do Cidadão, Dra. Cassiana Mendes da Silva, tomou conhecimento dos fatos que vêm comprometendo a segurança pública em São José da Lagoa Tapada. De acordo com o documento enviado a promotora, não há sequer uma viatura, (só existe uma da PM e crivada de balas) um agente de investigação ou um escrivão na delegacia de Polícia Civil, o que compromete o andamento dos trabalhos até mesmo da conclusão de inquéritos e oitiva de testemunhas que moram em locais distantes.

Ainda segundos os dados, o prédio onde funcionam a delegacia e o destacamento de Polícia Militar (um quarto com seis metros quadrados) apresenta péssimas condições estruturais, tais como: infiltração e rachaduras nas paredes e lajes, fios elétricos desencapados e celas sem a menor condição de funcionamento para o abrigo de presos. Até mesmo a Superintendência de Planejamento do Estado (Suplan) já foi comunicada da situação do imóvel.

A delegacia também não dispõe de rádios de comunicação e telefone. O delegado tem que recorrer a um orelhão em frente. Apenas os policiais militares receberam recentemente um equipamento de rádio e uma linha telefônica.

Alerta
O delegado alerta ainda que os únicos equipamentos disponíveis no imóvel são um computador, uma impressora, uma mesa e uma cadeira, os quais foram doados pela Prefeitura da cidade. A sala do delegado fica ao lado de uma frágil janela que dá acesso direto a rua. “Até para amenizar o forte calor do sertão não há como, pois o único ventilador existente está com defeito”, disse um policial.

Com a deficiência na segurança pública, os crimes, especialmente furtos têm aumentado nos últimos dias. Esta semana, por exemplo, um homem perfurou com uma faca todo o corpo de uma mulher e uma Igreja Evangélica foi arrombada tendo os ladrões levado um teclado, uma mesa de som, um aparelho de DVD e dois microfones. Várias pessoas da cidade estão com medo de sair devido a ação dos criminosos.

Conhecimento
Todas estas deficiências são do conhecimento da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social através de vários ofícios e fotografias enviados a 9ª Superintendência de Polícia Civil desde o ano de 2006, porém até o presente momento nenhuma providência foi tomada.

Os ofícios remetidos ao Ministério Público e a SSP/PB são os de números: 034/06, 003/07, 011/07, 037/07, 007/08, 011/08 e 016/08.

Levi Dantas
Da redação do Diário do Sertão em Sousa

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