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Após resistir e ensaiar candidatura, Zé Aldemir recua e anuncia apoio a Marinho

Fim da crise no grupo do prefeito Carlos Antônio de Oliveira (DEM). O deputado estadual José Aldemir (DEM) declarou, nesta segunda-feira, apoio à pré-candidatura do empresário Marinho Messias (DEM).

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05/02/2008 às 13h45

Fim da crise no grupo do prefeito Carlos Antônio de Oliveira (DEM). O deputado estadual José Aldemir (DEM) declarou, nesta segunda-feira, 4, apoio a pré-candidatura do empresário Marinho Messias (DEM) na sucessão municipal em Cajazeiras.

O parlamentar resistiu por quatro meses a apoiar o indicado do prefeito como candidato do grupo governista e não escondia de ninguém a insatisfação pela escolha de Carlos Antônio ter recaído sobre Marinho.

O anuncio foi feito durante debate de carnaval realizado pelas rádios Alto Piranhas, Oeste AM e Cidade FM. “Marinho é o candidato do grupo?”, interrogou o radialista Nilvan Ferreira. Sem titubear, Aldemir respondeu: “é lógico”. A confirmação pôs fim as especulações de rompimento entre o prefeito e o deputado.

Marcha ré
“Carlos em nenhum instante impôs o nome de Marinho. Se você fizer uma retrospectiva das minhas entrevistas nas emissoras de rádio, eu dizia que o prefeito tinha lançado Marinho para sentir a receptividade do povo. Deixei o meu nome exposto, porque se não desse certo a candidatura de Marinho eu estaria como opção. Não posso deixar um amigo no meio da estrada. Carlos e Denise arregassaram as mangas para me eleger em 2006”, justificou Zé Aldemir, que na semana passada chegou a avisar que candidatura imposta não valia a pena.

Depois de várias vezes demonstrar publicamente resistência ao nome de Marinho Messias, Zé Aldemir inverteu o jogo: “Os desesperados da Oposição, que representam o atraso de Cajazeiras, alimentavam o meu rompimento com Carlos Antônio. Nunca passou isso pela nossa cabeça. Nossa sintonia é plena e absoluta. Os que apostavam no rompimento quebraram a cara”.

Prenúncio feminino
O recuo de Zé Aldemir foi prenunciado pela sua mulher, a médica Paula Meireles, no domingo. Em debate sobre a folia momesca de Cajazeiras, ela deixou escapar que “o sucesso do carnaval de cajazeiras Marinho daria continuidade porque vai ter a responsabilidade de chegar lá e de fazer e cumprir os compromissos de Carlos Antônio”.

A frase de Paula foi o combustível para que os radialistas encurralassem Zé Aldemir no debate radiofônico promovido na casa do empresário. Perguntado se as declarações de sua mulher representavam seu pensamento, Aldemir se entregou.

“Basta usar a inteligência e lucidez para fazer uma interpretação com fidelidade. Se minha mulher expressa esse entendimento é porque as coisas estão entendidas dentro de casa. Não é a toa que estamos há 44 anos juntos. Você acha que minha mulher iria manifestar um entendimento que eu não tivesse de acordo? Ela é minha companheira de todos os momentos”, confirmou o democrata.

Aldemir evitou dizer com todas as letras que a indicada para a vice de Marinho será sua própria esposa, a médica Paula Meireles. Saindo pela tangente, o deputado afirmou que essa escolha “será feita pelo colegiado”, mas colocou o nome dela a disposição do grupo.

Retrospectiva
Cansado das brigas internas, o prefeito de Cajazeiras resolveu antecipar de janeiro de 2008 para novembro do ano passado, a escolha do seu candidato a sucessão municipal. Num final de semana, Carlos Antônio procurou os vereadores Marcos Barros e Léa Silva e anunciou que apoiaria Marinho Messias.

Logo após a revelação, Carlos começou a enfrentar grande resistência de aliados históricos. O mais irritado com a escolha de Marinho era o deputado José Aldemir, seguido do vereador Marcos Barros (PSDB) e do procurador geral do município, Adjamilton Pereira (DEM).

O trio chegou a se reunir várias vezes e fechar questão contra a decisão do prefeito. Internamente, eles consideravam a escolha de Carlos Antônio completamente fora de contexto e um desrespeito aos aliados de primeira hora, sob o argumento que Marinho não teria respaldo popular e se tratava apenas de uma decisão de foro íntimo do prefeito.

A candidatura de Marinho levou o advogado Adjamilton Pereira a sair do Governo Municipal, depois de quase oito anos ocupando cargos na Administração de Carlos Antônio.

Zé Aldemir antes da folia
Imediatamente após o anúncio do nome de Marinho como o escolhido do prefeito, o deputado José Aldemir reagiu com total indiferença. Numa entrevista na Rádio Alto Piranhas, questionado sobre o nome do empresário, o democrata chegou a trata-lo com desprezo: “Quem é Marinho”, ironizou o deputado.

Confirmada a escolha de Carlos Antônio, Aldemir tratou de se lançar como candidato a prefeito do grupo, mesmo sabendo que não dispunha de maioria no diretório municipal do DEM.

“Não existe outro nome em discussão. Eu sou o candidato do partido. Só não serei se o povo de Cajazeiras não quiser, nem meu partido e nem o prefeito”, bradava o parlamentar cajazeirense. 

Zé Aldemir dava demonstrações claras de relevar o nome de Marinho no processo da sucessão em Cajazeiras. “Não vou falar sobre hipóteses porque tenho certeza que serei o candidato do prefeito”, frisou em entrevista no dia 14 de novembro
do ano passado. 

Da redação do DIÁRIO DO SERTÃO

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