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Moradores de São Gonçalo deixam comunidade; Marizópolis dá apoio às famílias

Marizópolis tem sido o destino mais procurado pelos habitantes do Perímetro Irrigado de São Gonçalo, em Sousa, que estão com medo de uma enchente.

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27/03/2008 às 09h23

O município de Marizópolis tem sido o destino mais procurado pelos habitantes do Perímetro Irrigado de São Gonçalo, em Sousa, que estão com medo de uma enchente. Desde ontem à tarde, famílias começaram a deixar a comunidade e se abrigam em casas de conhecidos ou parentes na cidade de Marizópolis, localizada à 5 km do Perímetro.

O medo é que a parede do Açude de São Gonçalo rompa devido ao aumento do volume da sangria no manancial. O fato “se agravou” após a abertura das comportas do Açude de Boqueirão, em Cajazeiras.

A população teme que o Rio Piranhas transborde. Se algo parecido acontecesse, em poucas horas o Perímetro de São Gonçalo e os núcleos habitacionais I, II e III seriam atingidos. 

Marizópolis oferece ajuda
A Prefeitura de Marizópolis tem sido acionada por habitantes de São Gonçalo pedindo socorro. Veículos oficiais estão sendo colocados a disposição de famílias que desejam sair do Perímetro com medo de cheias.

O ex-prefeito da cidade José Vieira da Silva disse que a prefeita Alexciana Vieira (PTN) tem colocado toda a estrutura de Governo a disposição dos habitantes da região. “Estamos solidários com nossos irmãos de Sousa. O que for necessário faremos para ajuda-los”. 

Salomão entra em campo
O prefeito de Sousa, Salomão Gadelha, informou que o plano de contingência está sob análise da Secretaria Nacional de Defesa Civil e técnicos farão visitas amanhã para constatar se existe necessidade de atender a cidade.

Segundo ele, o risco de enchentes da cidade é crescente, em decorrência das fortes chuvas. Até agora, 200 estão desabrigadas nos bairros de Várzea da Cruz, Alto do Cruzeiro, Piolhos, Núcleo Habitacional II e III e do distrito de São Gonçalo. A prefeitura providencia a alimentação e medicamentos para a população.

Em Sousa, cresce o risco de enchentes por causa do aumento da vazão dos rios do Peixe e Piranhas e mais de 10 mil pessoas de comunidades ribeirinhas deverão ser removidas. Na estrada que liga as várzeas de Sousa à cidade o tráfego de veículos está interrompido e moradores precisam caminhar até cinco quilômetros.

Ontem, o açude Coremas/Mãe D’Água (entre as cidades de Coremas e Piancó), com capacidade total de 1,358 bilhão de litros de água, começou a sangrar e outros reservatórios aumentam o volume de água acumulada. Segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) a previsão é de que as chuvas continuem hoje em toda a Paraíba e com mais intensidade no Sertão. 

Providências do Governo
Segundo o secretário executivo de Infra-estrutura do Estado, Guaray Martins, mais de 300 famílias estão desabrigadas e uma reunião hoje na Capital deverá discutir as ações para conter os prejuízos causados pelas chuvas. O secretário disse que equipes verificarão in loco os problemas nas áreas atingidas por enchentes nos municípios de Carrapateira (três mil habitantes) e São José da Lagoa Tapada, (oito mil habitantes), no alto Sertão paraibano, na região polarizada por Cajazeiras. 

Da redação do DIÁRIO DO SERTÃO com informações do Correio da Paraíba

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