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Catingueira: 1ª sessão de 2008 da Câmara Municipal termina em pancadaria

A volta dos trabalhos da Câmara Municipal de Catingueira foi marcada no dia de hoje por muita confusão, denúncias, vaias, quebra-quebra e gente até puxando faca. Foi um verdadeiro pandemônio que precisou da interferência do Choque do III Batalhão. Tudo decorreu a partir das denúncias da Controladoria Geral da União, que identificou 108 irregularidades na […]

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18/02/2008 às 17h01

A volta dos trabalhos da Câmara Municipal de Catingueira foi marcada no dia de hoje por muita confusão, denúncias, vaias, quebra-quebra e gente até puxando faca. Foi um verdadeiro pandemônio que precisou da interferência do Choque do III Batalhão. Tudo decorreu a partir das denúncias da Controladoria Geral da União, que identificou 108 irregularidades na administração do atual prefeito, Edivan Félix, dias atrás. As graves denúncias levaram a oposição a torná-las públicas na Câmara Municipal, com o desejo de criação de uma CPI, cuja finalidade é a cassação de Edivan. O PTB ficou a cargo de apresentar as irregularidades e o fez.

O presidente da Câmara, Casa Severino Tibúrcio, Emídio Chagas, não colocou a matéria de acusação para que fosse apreciada pelos parlamentares mirins e cedeu a palavra a Edivan Félix que, segundo o presidente municipal do PTB, Petrônio Fausto, usou da palavra para atacar as filhas da ex-prefeita de Catingueira Zuila Pires e os presentes. Dentro e fora da Câmara havia cerca de 300 pessoas. Foi solicitado apoio da PM para evitar algum tumulto. O ex-prefeito da localidade, Dão de Candú, primo de Edivan, teria tentado agredir o servidor municipal José Américo. O quebra-quebra de cadeiras, bebedouros e outros equipamentos teve início logo após o discurso de Edivan, que atacou com palavras as pessoas que o vaiaram. Durante a confusão um senhor puxou da cintura uma faca-peixeira. "A Polícia agiu rápido para desarmar Antônio Ancelmo, que sacou de uma faca de dez polegadas", informou ao Garimpando Palavras o presidente do PTB.

Ainda durante a sessão aconteceu caloroso bata-boca entre os advogados da Câmara e os dois contratados pelo PTB, partido de oposição que já deu entrada com pedido de afastamento do cargo do prefeito de Catingueira junto ao Ministério Público. Os advogados de acusação citaram a Decreto-Lei 201/67, que trata das responsabilidades dos prefeitos e vereadores. A denúncia pode ser feita por qualquer cidadão e no seu Art. 4º diz que infrações político-administrativas dos Prefeitos Municipais são sujeitas ao julgamento pela Câmara dos Vereadores e sancionadas com a cassação do mandato. Por isso o presidente Emídio Chagas está obstaculando o trabalho do Legislativo e terá que responder perante a Justiça. Emídio, porém, informou que só apresentará a matéria que trata das acusações a Edivan na próxima sessão, daqui a quinze dias. O vereador em Catingueira recebe salário de mais de mil reais por duas sessões ao mês, cada qual de aproximadamente duas horas. Essa novela de Catingueira ainda terá vários capítulos. Esperamos que o final bom para a sociedade.

Fonte: Garimpando Palavras

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