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Comoção e revolta marcam protesto pela morte de Jandira Lordão

Nesta quarta-feira (09), uma multidão marcou presença na caminhada em protesto pela morte da adolescente Jandira Lordão. Amigos e parentes levaram faixas pedindo justiça. VEJA AS FOTOS.

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10/01/2008 às 11h42

No final da tarde desta quarta-feira, 09, uma multidão marcou presença na Catedral Nossa Senhora da Piedade, Centro, para a Missa de Sétimo Dia de morte da adolescente Jandira Lordão, vítima de acidente com uma D20 no último dia 03.

Na homilia da celebração, o Bispo Diocesano Dom José Gonzáles declarou que “devemos lutar por justiça e não por vingança. Não podemos e nem devemos julgar qualquer pessoa. Temos é que confiar na bondade de Deus, e não na justiça dos homens”.

Após a missa, foi realizada uma grande caminhada em protesto contra a violência no trânsito de Cajazeiras, que vem vitimando um número cada vez maior de pessoas, na maioria, jovens e adolescentes.

A caminhada teve como destino o local onde aconteceu a tragédia, a rua Julio Marques do Nascimento, saída para Sousa, e contou com a participação de amigos, familiares e parentes de outras vítimas de acidentes de trânsito.

Várias faixas e fotos pedindo justiça eram carregadas por adolescentes amigos de Jandira, que exigiam a prisão do culpado.

Algumas autoridades presentes na missa e também na caminhada usaram da palavra para oferecer apoio à família da jovem Jandira, como foi o caso do deputado José Aldemir, que disse estar sofrendo uma dor similar a de Feliciana Lacerda, mãe de Jandira.

“Resta a nós da sociedade, lutar para que as leis sejam cumpridas”, disse o deputado à reportagem do Diário do Sertão. E completou: “devemos abrir nossos olhos. O trânsito não pode mais ceifar vidas de crianças como fez com a de Jandirinha”.

Já Edmundo Lacerda, tio de Jandira, afirmou ser necessário usar o protesto popular como arma para lutar pela Justiça. Ele espera que o caso não fique impune.

“Meu irmão poderia ter feito justiça com as próprias mãos já que ele segurou o acusado Pedro Herculano na hora do acidente. No entanto, não fez. Espero que a justiça terrena possa fazer a sua parte porque a de Deus já está sendo feita.” Disse em tom de tristeza e indignação.

Familiares de outras vítimas que também faleceram em acidentes de trânsito aproveitaram para protestar contra as injustiças em casos passados na nossa cidade, onde responsáveis por outras tragédias continuam em liberdade.

Em discurso emocionado, Ângelo Lima, cunhado da adolescente Gilzeane, outra vítima de um trágico acidente em Cajazeiras, lamentou a atitude de alguns políticos que, segundo ele, tentam dar cobertura a causadoras de graves acidentes como este de Jandira.

A vereadora do município de Santa Helena, Dona Corrinha, tia de outra vítima fatal, o jovem Renatinho, também fez um apelo emocionado por justiça.

Chorando bastante, Dona Corrinha lamentou a morte prematura do seu sobrinho, e pediu um basta para os críticos problemas de trânsito que sofre a cidade de Cajazeiras.

Para ela, é mais do que tempo das autoridades políticas cajazeirenses tomarem diligências no sentido de melhorar as condições das ruas da cidade, e punirem os responsáveis por imprudências que põem em risco a vida de inocentes.

DA REDAÇÃO DO DIÁRIO DO SERTÃO

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