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Irmão diz que viu adolescente ‘voando e caindo de cara no chão’ após ser arremessada

Polícia investiga caso e deve intimar vítimas e aguarda laudo da perícia.

Por G1

27/08/2018 às 16h12

Isabela Vieira, de 16 anos, está internada em estado grave no Huana, em Anápolis (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

irmão da adolescente Isabela do Amaral Vieira, de 16 anos, uma das quatro garotas que foram arremessadas de um brinquedo em um parque de diversões de Ceres, região central de Goiás, testemunhou o acidente. O empacotador Roger do Amaral Vieira, 18, contou que viu menina “voando e caindo de cara no chão”. Ela está internada em estado grave. Outras duas feridas também seguem internadas e uma já recebeu alta. Duas delas não sentiram a barra de segurança travar antes do brinquedo rodar.

O acidente aconteceu na madrugada de domingo (26), no brinquedo Surf, que simula uma o movimento de uma prancha sobre as ondas. Roger relata que se assustou quando viu o que havia ocorrido e espera que a irmã melhore.

“Ouvi o estralo e do nada eu vi minha irmã já saindo voando para fora e caindo assim de cara no chão. Quero o melhor, que ela possa melhora mais e volte para casa boa do jeito que ela era”, contou.
Isabela teve de passar por uma cirurgia para retirar um rim. Ela está internada no Hospital de Urgências de Anápolis (Huana). A unidade de saúde informou, na manhã desta segunda-feira (27) que o quadro dele é considerado grave.

Outras vítimas
Das outras três vítimas, duas também seguem internadas, mas no Hospital Ortopédico de Ceres. Thalia Aparecida Pires, de 16 anos, machucou o braço, e o abdômen, além de passar por uma cirurgia na perna por conta de uma fratura exposta. Há previsão que ela tenha que passar por mais um novo procedimento no membro.

Amiga de Isabela, ela disse ao G1 que foi duas vezes seguidas no brinquedo e que, quando o acidente acontece, a velocidade era muito maior.

“Da primeira vez estava normal, mas na segunda, estava rápido demais. Teve uma hora que rodou tão rápido que fui jogada para cima, caí em uma barra de ferro e desmaiei. Fui a primeira. Aí uma pessoa me puxou para eu não ser esmagada. Acho que poderia ter sido evitado”, acredita.

A adolescente Mariane Oliveira Dias, de 16 anos, também está na mesma unidade. Ela quebrou o punho e o tornozelo. Operada, ela também deve passar por nova cirurgia. A mãe dela, Joana Darc de Oliveira Dias, também relatou que, segundo a filha, o brinquedo estava muito rápido.

A adolescente que se feriu com menor gravidade foi Thatiely Carvalho Evangelista, de 16 anos. Ela foi encaminhada para um hospital particular de Ceres e recebeu alta na manhã desta segunda-feira.

“Ela teve uma pancada na cabeça, está com a panturrilha roxa e escoriações nas costas. Mas está bem graças a Deus”, disse a mãe dela, Tatiane Agnes de Carvalho Evangelista.

Investigação
Logo após o acidente, o responsável pelo parque e o operador do brinquedo foram conduzidos à delegacia e prestaram depoimento. Após a oitiva, eles foram liberados. O delegado Fábio Mendanha Castilho foi quem realizou a apuração inicial. O G1 tentou contato com ele, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

O G1 não conseguiu contato com o responsável pelo parque, com o operador do brinquedo ou com as defesas deles.

De acordo com o delegado Matheus Costa Melo, que irá investigar o caso, as vítimas serão intimadas a depor à medida em que forem liberadas do hospital.

“A princípio, o caso foi tratado como lesão corporal culposa. O brinquedo foi interditado e o parque está sendo desmontado. É fato que a barra de proteção se soltou. Mas precisamos aguardar o laudo da perícia, que já foi realizada, para saber a real causa do acidente”, explicou ao G1.

Mariane, Talia, Tatiele e Isabela se feriram em acidente com brinquedo em parque de diversões (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

Problemas antigos
O promotor de Ceres, Marcos Rios, publicou em uma rede social que já havia solicitado da prefeitura da cidade confirmação de que o parque cumpria as normas de funcionamento. Segundo ele, a administração do município garantiu que o espaço atendia a todos os quesitos necessários.

“Eu percebi que havia coisas erradas. A situação das instalações, dá para ver quando não tem estrutura para fazer uma coisa envolvendo criança. A gente ficam em dúvida. Tem brinquedo instalado em cima de toco, tora, pedaço de madeira. É perigoso”, avaliou

Marcos recordou ainda que, em agosto de 2017, a Justiça havia determinado a interdição imediata do estabelecimento. Segundo o promotor, na época, o parque ficou fechado por alguns dias.

“No ano passado nós conseguimos uma liminar da Justiça, mas o município e o parque fizeram adequações, mostraram ao juiz que liberou o espaço para funcionamento”, afirmou.

A Prefeitura de Ceres divulgou em uma rede social uma nota de esclarecimento sobre o acidente. Conforme a administração do município, “foram adotadas as devidas providências cabíveis para a liberação do alvará de localização e funcionamento do referido parque, sendo que todos os órgãos de fiscalização estavam cientes da documentação apresentada”.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o parque tem Certificado de Conformidade do Corpo de Bombeiro Militar (Cercon). Além disso, a direção apresentou a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e laudos de todos os brinquedos, que estavam aptos para funcionar.

Fonte: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2018/08/27/irmao-diz-que-viu-adolescente-voando-e-caindo-de-cara-no-chao-apos-ser-arremessada-de-brinquedo-em-parque-de-diversoes-de-ceres.ghtml

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