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Meteorologista diz que 2019 será um ano de perdas nas lavouras do semiárido da Paraíba

O estudioso pontua 2019 como um ano de perdas nas lavouras em praticamente todos os municípios do semiárido, incluindo o interior da Paraíba

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

10/10/2018 às 10h14 • atualizado em 10/10/2018 às 10h15

Meteorologista afirma que em 2019 haverá perdas nas lavouras

O fenômeno climático e oceânico El Niño deverá se configurar entre o final de 2018 e início de 2019 de acordo com o físico da cidade de Patos, Sertão do estado, o meteorologista e mestre em Meteorologia Rodrigo Cézar Limeira. A região central do Oceano Pacífico vem apresentando desvios de temperatura superiores a 0,5º C acima da média desde o mês de agosto, fato que caracteriza a fase de formação, ou de configuração de um novo episódio do referido fenômeno.

Nessa conjuntura, o estudioso Rodrigo Cézar Limeira pontua que em 2019, todo o semiárido do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Ceará e porção central do Piauí, terão chuvas irregulares e mal distribuídas, a exemplo do que ocorreu no último evento de El Niño, observado nos anos de 2015 e 2016.

O estudioso pontua 2019 como um ano de perdas nas lavouras em praticamente todos os municípios do semiárido, incluindo o interior da Paraíba.

As chuvas terão grande má distribuição espacial e temporal próximo ano, isso significa dizer que em determinado mês poderá chover acima da média no interior do semiárido, mas no mês seguinte poderá chover bem abaixo da média, fato que vai prejudicar as lavouras, principalmente de milho.

Em anos de El Niño costumam ocorrer verânicos significativos no semiárido. Passar 15 e até 20 dias seguidos sem chover, isso atrapalha o desenvolvimento das culturas agricolas.

Em anos de El Niño é frequente ocorrer as chamadas chuvas de manga, ou chuvas muito localizadas.

O fato de chover de forma muito irregular em anos de El Niño em grande parte do semiárido brasileiro, deve-se ao fato de um ramo descendente da célula de Circulação de Walker ficar sobre o norte do Nordeste, isso contribui para a atuação de uma alta pressão persistente na região, inibindo a convecção e tornando as chuvas mal distribuídas.

DIÁRIO DO SERTÃO

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