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Criação da Universidade do Sertão foi sepultada

A comunidade acadêmica dos campi de Patos, Pombal, Sousa e Cajazeiras se posicionou nos debates contra o desmembramento da Universidade Federal de Campina Grande, levando o reitor Thompson Mariz, presidente da comissão institucional responsável pelos estudos e condução das discussões públicas, a encerrar os trabalhos no decorrer do debate diurno no campus Cajazeiras. A universidade […]

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27/08/2009 às 08h09

/A comunidade acadêmica dos campi de Patos, Pombal, Sousa e Cajazeiras se posicionou nos debates contra o desmembramento da Universidade Federal de Campina Grande, levando o reitor Thompson Mariz, presidente da comissão institucional responsável pelos estudos e condução das discussões públicas, a encerrar os trabalhos no decorrer do debate diurno no campus Cajazeiras. A universidade sertaneja teria um orçamento anual de R$ 140 milhões.

Thompson explicou que a rejeição começou a ser delineada com a reprodução sistemática das manifestações contrárias ao desmembramento, debate a debate, ocorrida em todos os campi diretamente envolvidos com o processo, desde o início das discussões no último dia 20, em Patos.

“Consideramos que a amostragem era representativa de todo um conjunto, pois se os principais interessados, aos nossos olhos, não se posicionavam favoráveis, por que haveríamos de estender essa discussão?”, comentou Mariz.

Em Sousa, por exemplo, apenas dois representantes da sociedade e três alunos se pronunciaram a favor da proposta de criação da Universidade do Sertão diante de um plenário lotado, revelou Thompson.

O fato se reproduziu em Patos, Pombal e Cajazeiras. As intervenções quase chegaram à unanimidade no combate ao desmembramento, com os mais variados argumentos. Dentre eles, o elevado conceito que a instituição desfruta no país, o que garante aos seus alunos perspectivas favoráveis na conquista do mercado de trabalho; além da atual valorização dos campi, com a modernização de suas instalações, novas salas de aula, bibliotecas, ginásios de esportes e laboratórios; a construção do campus Sousa – único que não dispõe de sede própria – e a implantação do campus Pombal. “Ações que dão credibilidade e reconhecimento ao atual modelo de gestão democrática praticado na instituição”, considerou o reitor.

Descontentamento
Mariz também destacou as incertezas externadas, principalmente por alunos e professores, sobre as políticas que poderão ser implantadas no futuro governo federal. “Tais observações foram consideradas pertinentes pela natureza das mudanças governamentais e recebidas como razões suficientes para que houvesse ponderação”.

Ele salientou que os debates poderão continuar existindo em outras esferas, organizados por representantes da sociedade civil ou da própria instituição, a exemplo de sindicatos e associações. “Não cabe, no entanto, sob a minha presidência, continuar insistindo numa tese amplamente rejeitada pela comunidade acadêmica. A UFCG é uma instituição plural e democrática e, assim sendo, continuará aberta a discussões com qualquer segmento interno e externo sobre esse ou qualquer outro tema relevante, demandado pela comunidade acadêmica ou pela sociedade”. Finalisou.

Do Jornal da Paraíba

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