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VÍDEO: Artesão de Cajazeiras mostra seu trabalho e pede apoio do poder público para expor na rodoviária

Marcílio Ferreira é um dos poucos artesãos que ainda resistem confeccionando peças de madeira usando a técnica da pirogravura no Alto Sertão paraibano

Por Jocivan Pinheiro

13/01/2020 às 16h22 • atualizado em 13/01/2020 às 16h31

Em Cajazeiras, Marcílio Ferreira é um dos poucos artesãos que ainda resistem confeccionando peças de madeira usando a técnica da pirogravura no Alto Sertão paraibano.

Ele fabrica e vende quadros e utensílios na sua casa. Quando há algum evento cultural na cidade, Marcílio também leva sua arte para comercializá-la. É comum também vê-lo na sua barraquinha no campus da universidade.

O artesão desenha acontecimentos, personalidades históricas e da cultura pop mundial, escreve poemas, mensagens e fabrica utensílios. Mas não deixa de valorizar figuras folclóricas de Cajazeiras, como Tereza do Pau, Rosa Preta, entre outras.

A TV Diário do Sertão visitou sua residência e conheceu um pouco do seu trabalho. Na ocasião, Marcílio aproveitou para cobrar do poder público municipal mais apoio para os artesãos de todos os tipos. Ele lamenta o fato de que a rodoviária de Cajazeiras não tem um local reservado para os artesãos comercializarem seus produtos.

“Apesar de Cajazeiras ser a terra da cultura, está muito pouco o artesanato. Pela parte do secretário de Cultura a gente está tendo uma ajuda do Fuminc [Fundo Municipal de Incentivo à Cultura]. Mas está precisando de um local pra gente expor nossos trabalhos. Eu acho que a única rodoviária do mundo que não tem artesanato é a de Cajazeiras”.

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Marcílio conta que 90% do seu trabalho é feito com material que iria para o lixo, como o caso das tintas que ele usou para pintar a Santa Ceia. O uso de material reciclável é comum para outros tipos de artesãos que residem na periferia e não têm visibilidade, e é para eles que Marcílio chama atenção da sociedade.

“Se você der uma volta na Asa Sul, você vai ver muitas pessoas artistas. Igual a nós tem outros que trabalham. Aquelas pessoas que trabalham quebrando pedras, para mim ali é um verdadeiro artesão; as louceiras também, e essas pessoas merecem uma oportunidade. Acho que tem que haver um incentivo melhor para aquelas pessoas”.

Quem quiser comprar alguma peça de Marcílio, inclusive por encomenda, pode ir até sua residência localizada na Rua Fausto Rolim, por trás da Igreja São João Bosco, ou ligar para o telefone (83) 99364-7104.

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