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EXCLUSIVO: Ricardo agradece eleitores, critica ‘brigas’ por cargos e diz qual será seu futuro político

Governador avaliou sua gestão, agradeceu à população pela pela eleição do sucessor, pediu voto a Haddad e explicou por que desistiu de disputar vaga no Senado

Por Jocivan Pinheiro

23/10/2018 às 21h27 • atualizado em 23/10/2018 às 21h31

Em entrevista exclusiva à TV Diário do Sertão, Ricardo Coutinho (PSB), governador da Paraíba, avaliou sua gestão nos dois mandatos consecutivos; agradeceu à população pela aprovação do seu governo e também pela eleição do seu sucessor, João Azevedo; revelou qual foi sua principal frustração como governador e explicou por que, ao invés se candidatar ao Senado, vai dar um tempo da vida política.

Vitória de João Azevêdo

Ricardo Coutinho admitiu que estava otimista com a vitória do seu candidato já no primeiro turno porque pesquisas internas demonstravam isso. “Eu achava que era possível, sim. Nunca disse isso porque isso não se diz. Nem divulgar pesquisa eu divulgo. Pesquisa é para consumo interno. Mas a gente sabia que, dia a dia, a evolução da nossa candidatura só fez crescer, enquanto que os demais ou estagnavam ou caíam”, disse.

Para Ricardo, se a eleição de João Azevêdo não acontecesse no primeiro turno, seria no segundo, pois a população está aprovando “um projeto que vem dando certo”. “Se você vier pegando todos os indicadores, a vida ficou melhor, o estado ficou melhor e as coisas caminharam adiante. O povo preferiu manter isso elegendo alguém preparado para tocar este projeto”.

‘Despartidarismo’ e ‘sistema de governança’

Ao destacar as principais realizações do seu governo, Ricardo Coutinho diz que conseguiu reduzir bastante as interferências políticas nos órgãos públicos estaduais. Segundo ele, essa mudança de perfil administrativo ‘despartidarizou’ a gestão.

Por outro lado, uma das suas frustrações foi não ter tido condições de mudar o que ele chama de ‘sistema de governança’, ou seja, trabalhar para o futuro sem se preocupar tanto com o passado.

“Os governos funcionam muito em relação ao passado, em resolver os problemas para trás. O problema para trás tem que ser resolvido por quem está na secretaria. Mas planejar o futuro é uma função de governo. Eu não consegui implantar isso, mas deixei tudo pronto. Acho que essa vai ser uma das prioridades de Joao Azevêdo”.

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Ricardo Coutinho foi entrevistado por Petson Santos, do Sistema Diário do Comunicação

Fora do governo de João para se dedicar ao filho

Indagado se pretende ocupar cargo no governo de João Azevêdo, Ricardo Coutinho respondeu que não e disse que a partir de janeiro, além de retomar seu cargo público na UFPB, ele não sabe exatamente o que vai fazer, mas quer se dedicar mais à família. Ricardo revelou que o filho foi um dos motivos que o fizeram desistir de se candidatar ao Senado.

De volta à Prefeitura de João Pessoa?

Apesar de negar interesse imediato em voltar a ser prefeito da capital, Ricardo criticou a gestão de Luciano Cartaxo e declarou que quer ver João Pessoa e Campina Grande melhor governadas.

“Estarei ajudando onde posso, defendendo as ideias como sempre, mas como militante. Para fazer política, nunca achei que precisava ter um mandato. Se achasse isso fundamental, provavelmente, modéstia à parte, eu seria senador. Não é difícil perceber as relações existentes entre um governo avaliado por 85% dos paraibanos, um governador eleito no primeiro turno com 58% e a imagem que eu sei que eu tenho. Não seria coisa do outro mundo dizer isso que estou dizendo. Porém, eu preferi ficar sem cargo para garantir as condições adequadas para que o projeto continuasse. O projeto é muito maior do que uma pessoa, do que um cargo.”

Ricardo Coutinho, governador da Paraíba

Haddad, Bolsonaro e fake news

Articulador da campanha do candidato à presidência da República, Fernando Haddad (PT), na Paraíba e no Nordeste, o governador Ricardo Coutinho enfatizou que a disputa entre Haddad e Jair Bolsonaro (PSL) está acima de planos de governos e de partidos porque representa a disputa entre o candidato da democracia e o da ditadura. Ele até afirma que, em nome da democracia, votaria em qualquer um dos outros candidatos contra Bolsonaro, mesmo discordando das suas agendas econômicas. Para Ricardo Coutinho, votar em Bolsonaro não é um gesto humano.

“Fernando Haddad é um democrata, um gestor, um homem que teve sob a sua responsabilidade o Ministério da Educação, é um paulista que encheu o Nordeste de universidades, de institutos federais. Nenhum democrata pode dizer que tanto faz um ou outro, porque isso seria um ato de omissão inaceitável. Quem é democrata ou quem quer um país mais justo não pode deixar de votar em Fernando Haddad. É o mais qualificado para isso. Ele não é um candidato do PT, é um candidato das forças democráticas, de quem projeta esse país para o futuro”, defendeu.

Para Ricardo Coutinho, o país vive um momento de confusão causado por mentiras disseminadas desde o processo de impeachment da ex-presidente Dilma e que se espalham hoje através das fake news. “Nós estamos vivendo hoje uma ditadura que é a ditadura da informação falsa. 90% das imagens e fatos que circulam pelo WhatsApp, Fecebook e Instagram são mentiras, então nós estamos contaminados com tudo isso”, disse.

“É um dever apoiar Fernando Haddad. É inegociável a defesa da democracia, pois sem democracia os pobres pagam. É a democracia que une o povo. E tudo isso porque as forças que estão lá fora querem se apoderar daquilo que o Brasil tem. Isso interessa aos mais ricos, a quem está bancando esse festival de mentiras. Por isso que eu jamais poderia ficar omisso, calado. Eu não sou covarde, graças a Deus”, completou.

‘Brigas’ por cargos

Às vésperas de iniciar um novo governo, aliados já começam a disputar indicações de cargos estaduais nas cidades, inclusive com trocas públicas de críticas. Sobre isso, Ricardo espera que seu sucessor, João Azevêdo, amplie a ‘blindagem’ nos órgãos, priorizando ainda mais o perfil técnico-administrativo que foi marca da gestão Ricardo Coutinho em detrimento da indicação política.

Ricardo diz que ‘blindou’ muitos cargos porque “não dá para fazer leilão. “Eu não terceirizo essas coisas, essas coisas tem que ser do projeto. O voto não é de quem foi indicado, o voto é de quem é atendido. Você governa com a política porque é bom que assim seja, porém a política não pode tomar conta dos cargos. Não é a indicação que vai fazer a diferença, é o perfil de quem administra e a compatibilidade desse perfil com o projeto que representa.”

DIÁRIO DO SERTÃO

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