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Com base em dois artigos, desportista de Itaporanga assume o comando do futebol paraibano, mas CBF ainda não oficializou

Segundo advogado, artigo 15 diz que assessores jurídicos de ex-presidentes de federações não têm poder de nomear novos mandatários porque eles não são eleitos

Por Jocivan Pinheiro

03/06/2017 às 15h25 • atualizado em 03/06/2017 às 15h32

Nosman observa seu advogado assinar ata de posse na FPF (Foto: Reprodução/ManchetePB)

Com base nos artigos 15 e 35 dos estatutos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na parte que diz respeito às federações estaduais, a defesa do desportista itaporanguense Nosman Barreiro acredita que a entidade máxima do futebol brasileiro terá que reconhecê-lo como presidente legítimo da Federação Paraibana de Futebol (FPF).

Isso porque, segundo o advogado de Nosman, o artigo 15 diz que assessores jurídicos de presidentes das federações não têm poder de nomear novos mandatários porque eles (os assessores) não são eleitos, ou seja, um novo presidente não pode ser definido por procuração, como aconteceu na última quinta-feira. Já o artigo 35 diz que quem deve assumir a federação em caso de ausência ou impedimento do presidente é o seu vice. Nesse caso, Nosman.

VEJA TAMBÉM: Mais de 50 clubes entram com ação na Justiça contra presidente da FPF por não prestar conta de mais de R$ 2 milhões

Apesar de a CBF ainda não ter reconhecido oficialmente Nosman Barreiro como novo presidente da FPF, ele já cumpre a função de forma legal, pois seu advogado registrou nesta sexta-feira (02), em cartório, a ata de posse dando a ele todos os poderes no comando da entidade. Contudo, na última vez em que se manifestou sobre o caso, o secretário geral da CBF, Walter Feldman, argumentou que o presidente segue sendo Amadeu Rodrigues.

Ignorando o posicionamento oficial da CBF, o advogado de Nosman garante que ele tem plenos poderes à frente da FPF e já pode praticar os atos de gestão normalmente. O dirigente até fez um boletim de ocorrência na delegacia relatando o sumiço de documentos da federação e ainda avalia se vai levar o caso à Justiça.

Diretor jurídico da FPF senta à mesa presidencial como presidente interino (Foto: Cisco Nobre / GloboEsporte.com)

Entenda o caso

A celeuma envolvendo a presidência da FPF começou na tarde de quinta-feira, quando o vice-presidente Nosman Barreiro chegou à entidade acompanhado de seu advogado e de alguns aliados, dizendo que iria tomar posse como novo presidente da entidade. Os aliados do presidente Amadeu Rodrigues reagiram e a confusão foi generalizada.

De acordo com Nosman Barreiro, o presidente deveria ter lhe passado o cargo quando viajou para a França, para onde foi como chefe da delegação da CBF no Torneio de Toulon, disputado pela Seleção Sub-20. Como isso não aconteceu, a entidade teria ficado acéfala, de forma que ele poderia requerer o cargo que tinha ficado vago.

Amadeu, por sua vez, deixou com seu diretor jurídico, Marcos Souto Maior Filho, uma procuração que lhe transmitia provisoriamente o cargo de presidente e disse que está voltando à Paraíba para reassumir o cargo. Para ele, tudo não passa de mais uma tentativa de seu ex-aliado de assumir o poder à força.

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