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Aldeone sugere que FPF não proclame o campeão de 2018 e afaste os investigados

Dirigente do Sousa recomenda que todos os alvos da Operação Cartola, inclusive Amadeu Rodrigues, se desliguem dos cargos até o final das investigações da Polícia Civil e do Ministério Público

Por Priscila Belmont

10/04/2018 às 10h56

Presidente do Sousa, Aldeone Abrantes recomendou que os citados na Operação Cartola se afastem dos seus cargos até que as investigações sejam concluídas

Um dos nomes mais icônicos do futebol paraibano, o presidente do Sousa, Aldeone Abrantes, se pronunciou sobre a Operação Cartola, na qual a Polícia Civil e o Ministério Público estão investigando um possível esquema de corrupção no futebol da Paraíba, um caso que envolve tanto a Federação Paraibana de Futebol (FPF) quanto alguns clubes, dirigentes e árbitros.

De acordo com o mandatário do Dinossauro, todos os citados no caso, incluindo Amadeu Rodrigues, que é presidente da FPF, deveriam se afastar até o fim do processo. E, mais do que isso, para Aldeone, o campeão do Campeonato Paraibano de 2018 e as equipes representantes do Estado na Copa do Brasil, na Copa do Nordeste e no Brasileiro da Série D de 2019 não devem ser proclamados até que a investigação seja concluída.

Aldeone ressalta que a edição deste ano do estadual está em xeque após esse escândalo e, por isso, não é possível dar por encerrada a competição.

– Eu não sei quem é culpado ou quem não é. Mas, no momento, a Federação não pode proclamar nenhum campeão, em virtude da abertura desse inquérito. Da mesma forma que também não pode definir os clubes que vão disputar a Copa do Brasil, a Copa do Nordeste e o Brasileiro da Série D do ano que vem – afirmou o presidente do Sousa.

Vale ressaltar que, dentro de campo, o Campeonato Paraibano chegou ao fim nesse domingo, com o triunfo do Botafogo-PB sobre o Campinense. O Belo, o campeão, e a Raposa, o vice, estão garantidos na Copa do Nordeste e Pré-Copa do Nordeste, respectivamente, e também na Copa do Brasil. O Rubro-Negro, inclusive, é um dos clubes classificados para o Campeonato Brasileiro da Série D de 2019.

Além da dupla, o Serrano-PB, que ficou na terceira colocação, garantiu uma vaga na quarta divisão nacional no ano que vem, junto com o Campinense.

Mais do que sugerir que não seja feita, ainda, uma proclamação oficial desses clubes, Aldeone Abrantes foi além e recomendou que todos os nomes citados pela Polícia Civil como alvos da operação e fazem parte da FPF se afastem dos seus cargos até que as investigações sejam concluídas

– Eu acredito que a FPF precisa afastar quem foi citado no processo. Tanto os dirigentes quanto os árbitros. Acho que o próprio presidente da Federação (Amadeu Rodrigues) poderia entrar de licença.
A Operação Cartola, divulgada nesta segunda-feira, investiga um possível esquema de corrupção no futebol da Paraíba, no tocante à manipulação de resultados. Somente nesta manhã, a Polícia Civil cumpriu 39 mandados de busca e apreensão na Federação Paraibana de Futebol e nos principais clubes do estado. A ex-presidente da FPF, Rosilene Gomes, também é alvo da investigação.

Na manhã desta segunda-feira, a Polícia Civil cumpriu o mandado de busca e apreensão na sede da FPF (Foto: Reproduçã /TV Cabo Branco)

Entre os representantes da Federação que são alvo da investigação, além de Amadeu Rodrigues, estão o diretor jurídico Marcos Souto Maior Filho, o diretor de competições José Araújo da Penha e outros dois funcionários.

O presidente da Comissão de Arbitragem, José Renato, o diretor de arbitragem da FPF, Severino Lemos, e mais 11 árbitros também foram citados na operação.

Entre os clubes investigados, estão Botafogo-PB, Campinense, Treze, CSP e Atlético de Cajazeiras. Por fim, também foram citados alguns dirigentes dessas equipes, sendo cinco do Belo, três do Galo, um da Raposa, e um do Tigre.

Aldeone Abrante reforçou que, apesar de ser considerado um nome polêmico no futebol do estado, não foi citado entre os alvos.

– Há muito que a gente vem questionando essas coisas. Eu sempre levei o nome de polêmico, problemático, de um cara que reclama sem ter razão. E o tempo se encarrega das coisas, como dizia Paulo Coelho – completou o dirigente.

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