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Governador Maranhão: 10 meses de mandato chega com saldo positivo

O governador José Maranhão (PMDB) afirmou neste sábado (12), durante confraternização com a imprensa em Campina Grande, que chega aos 10 meses de mandato com um saldo positivo. “Nós enfrentamos desafios e, à frente de todos eles, o compromisso de resgatar a normalidade administrativa, as boas práticas de gestão e tocar obras, que são urgentes […]

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13/12/2009 às 18h06

O governador José Maranhão (PMDB) afirmou neste sábado (12), durante confraternização com a imprensa em Campina Grande, que chega aos 10 meses de mandato com um saldo positivo. “Nós enfrentamos desafios e, à frente de todos eles, o compromisso de resgatar a normalidade administrativa, as boas práticas de gestão e tocar obras, que são urgentes e inadiáveis”, destacou o gestor.

Ele afirmou que o compromisso e a boa gestão foram alcançados. Com relação as obras, Maranhão disse que quase todas as que estavam paralisadas e que não tinham sido iniciadas, “mas que eram absolutamente necessárias, nós pudemos começar”. O governador fez questão de ressaltar que o Estado é um canteiro de obras, “de Cabedelo a Cajazeiras”.

Maranhão afirmou que esse “canteiro de obras” lhe dá ânimo de fazer uma avaliação positiva desses 10 meses de governo. “Graças a Deus contamos com a compreensão e a corrente positiva do povo da Paraíba e com auxiliares competentes e dedicados”, afirmou o governador.

Ele citou como uma das metas de governo cumpridas à risca o pagamento dos servidores públicos estaduais em dia. “Sobretudo, de uma forma muito acelerada, fazer o processo de migração das contas do Estado, do Banco Real para o Banco do Brasil. Essa iniciativa trará mais vantagens e mais conforto aos servidores e ao Estado um ganho de cerca de R$ 110 milhões”, explicou José Maranhão. O Estado paga o 13º salário dia 18 e a folha de dezembro no dia 29.

Desafio
Ao ser indagado qual foi o maior desafio enfrentado desde que assumiu o mandato em 18 de fevereiro deste ano, o governador Maranhão disse que o mais difícil foi reestruturar o Estado administrativamente e retomar o clima de trabalho produtivo. “Nós tínhamos algumas pendências que extrapolavam os limites do Estado, a exemplo do Cauc, que são aquelas que param a operacionalização de financiamentos, transferências de recursos do OGU e realização de novos contratos”, explicou.

Informou ainda que foram mais de 35 pendências. “E o pior é que elas não vêm de uma vez só. Surgem traiçoeiramente, como uma assombração que tivesse escondida e aproveitando o momento para aparecer. É uma corrida em direção a linha do horizonte. Quando a gente entregava cinco, seis certidões através da qual se comprovava o cumprimento da obrigação pelo Estado, quando chegava na hora de entregar tinha mais cinco exigências novas”, contou Maranhão.

“Graças a Deus, esta semana, zeramos o processo e estamos rezando para que não surjam outras pendências. Porque todas elas foram heranças que nós recebemos. Não foram irregularidades acontecidas no nosso governo”.

Para Maranhão, atribuiu essas irregularidades à falta de iniciativa e de gosto pela gestão. “Isso gera problemas porque a obra pública não é só comparecer ao ato inaugural ou a ordem de serviço. É todo um trabalho organizado, metódico, que vai desde a parte construtiva a parte operacional”.

Disse que regularizar a situação do Estado foi um trabalho difícil. “E continua sendo porque tenho certeza de que ainda vão aparecer outros fantasmas por aí. Eu não posso saber o que fizeram de errado, sei que foram muitas coisas e o governo e o Estado foram vítimas disso tudo. Então, eu acho que a regularização do fluxo administrativo foi a parte mais difícil que nós enfrentamos”, classificou o governador José Maranhão.

Hospitais
Maranhão citou como exemplo o caso dos 33 hospitais encontrados abandonados e com obras paralisadas há seis anos. “Os contratos venceram. Tivemos que levantar os projetos, fazer novos contratos, publicá-los, proceder a licitação e proceder a contratação e o início da obra. Isso foi a parte mais difícil e a que tomou mais tempo”.

Novos projetos – Ao lado desse processo, o de regularizar a máquina administrativa, Maranhão disse que o governo já trabalha em novos projetos a exemplo da Transposição Litorânea. “Esse é um projeto ciclope que vai trazer um impacto muito forte na economia da Paraíba”.

Outro projeto que já estaria em fase de estudos técnicos seria o porto regional de águas profundas, projetos de abastecimento de água, esgotamento sanitário, escolas e o projeto de construção e reconstrução da malha rodoviária vicinal do Estado e o projeto de moradia.

“Temos uma meta ambiciosa. Não sabemos se vamos atingir tudo, mas estamos fazendo as coisas. A pior decisão que se toma é aquela que não se toma”, previu Maranhão, durante entrevista a imprensa. E mais: “O nosso esforço é esse, trabalhar agora. O que temos que fazer, começamos a fazer ontem”.

Agradecimentos

“O homem público sem a imprensa está morto. Não a imprensa para elogiar, é a que divulga, a que critica de forma positiva, que sugere e que exterioriza as preocupações da sociedade. É sempre uma parceira permanente da administração pública”, ressaltou Maranhão, ao agradecer a presença da imprensa de Campina Grande e região presente à confraternização neste sábado.

Da redação com SECOM

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