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Promotor pode ter entrado em greve de fome

O promotor de Justiça, Carlos Guilherme, que está preso no Centro de Ensino da Polícia Militar, desde 11 de julho deste ano, acusado de ter praticado lesão corporal contra um cunhado, pode ter entrado em greve de fome. A informação chegou até a redação do Paraíba.com através de um funcionário da unidade policial, que pediu […]

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17/11/2009 às 22h19

O promotor de Justiça, Carlos Guilherme, que está preso no Centro de Ensino da Polícia Militar, desde 11 de julho deste ano, acusado de ter praticado lesão corporal contra um cunhado, pode ter entrado em greve de fome. A informação chegou até a redação do Paraíba.com através de um funcionário da unidade policial, que pediu para não ser identificado.

A decisão de entrar em grave de fome pode ser um protesto pela fato de estar preso, aguardando uma liminar concedendo a sua soltura. Guilherme está com suas atividades suspesas por determinação do Ministério Público, instituição da qual faz parte.

De acordo com o informante, há vários dias o promotor Carlos Guilherme não tem ido ao banho de sol e, segundo a mesma fonte, também não tem se alimentado desde ontem – segunda-feira, 16. A redação do site tentou entrar em contato com o chefe do Ministério Público do Estado, Oswaldo Trigueiro do Vale Filho, que se encontra em Brasília.

Tentou, sem sucesso, um contato com outro promotor, que disse que não falaria sobre o assunto porque “não é de minha área”, destacando que teria de ser um promotor criminal. Carlos Guilherme está preso no Centro de Ensino desde o último dia 11, acusado de crime de ter praticado crime de lesão corporal contra o cunhado, o pedreiro Patrício da Silva, fato ocorrido no dia 14 de junho, no município de Cajazeiras.

Na época, o Ministério Público instituiu uma comissão especial para apurar o fato envolvendo o promotor Carlos Guilherme em Cajazeiras, mas ele preferiu não prestar esclarecimentos aos promotores que investigam o caso, sendo acusado também de atrapalhar a apuração, ao inibir testemunhas.

Entenda o caso:
 
Carlos Guilherme é acusado de ameaçar matar uma menina de apenas 10 anos de idade, portadora de síndrome de “Down”, atirar contra o cunhado, Patrício Silva, 29 anos, e seqüestrar a irmã da vítima, a menor F.S., de 17 anos.

Segundo informações, o acusado se dirigiu até a residência da namorada no último dia 14 de junho, localizada no Rua João Ribeiro Campos, Bairro Pôr do Sol, na cidade de Cajazeiras, e foi impedido pelo cunhado de sair do local com a moça.

Visivelmente alterado, após uma rápida discussão, o promotor se dirigiu até seu veículo e retornou com uma pistola ponto 40. Ele usou uma menor de 10 anos de idade como refém e ameaçou matá-la caso o cunhado não mudasse de opinião. Como não teve o desejo atendido, o promotor atirou contra Patrício, que foi atingido no pé.

Ainda de acordo com as informações, após o fato, o promotor puxou a irmã da vítima pelos cabelos e fugiu levando a menor. Familiares da menor disseram que ela mantém um relacionamento amoroso com o acusado e que constantemente é agredida fisicamente por ele.

Da redação com Portal Paraíba

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