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Edme revela as razões do pedido de demissão e diz que não iria ensinar Castilho

Demissionário, o secretário Edme Tavares, executivo da Articulação Governamental, em Brasília, tem confidenciado a amigos estar tranquilo em relação à sua decisão, exatamente porque não via outro caminho a adotar dentro de sua experiência de seis meses no Governo Maranhão III. "Cheguei ao meu limite", desabafou ele para o irmão Reginaldo Tavares, ex-vice-prefeito de João […]

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12/08/2009 às 12h30

Demissionário, o secretário Edme Tavares, executivo da Articulação Governamental, em Brasília, tem confidenciado a amigos estar tranquilo em relação à sua decisão, exatamente porque não via outro caminho a adotar dentro de sua experiência de seis meses no Governo Maranhão III. "Cheguei ao meu limite", desabafou ele para o irmão Reginaldo Tavares, ex-vice-prefeito de João Pessoa e presidente da Confederação das Unimeds do Brasil.

Entre as razões expostas por Edme Tavares para entregar o cargo, destaca-se principalmente a falta de consideração do Maranhão III ao trabalho por ele exercido, desde os primeiros momentos que foi nomeado para um cargo de adjunto, mas com o fardo e o salário de secretário executivo.

Segundo na hierarquia da Secretaria, Edme assumiu as responsabilidade de titular desde o início, pois o advogado Vital do Rêgo, nomeaado, nunca assumiu o cargo por questões de saúde e, três meses depois, também pediu demissão.

A questão salarial sempre foi um ponto de desânimo para Edme. Um titular da pasta percebe como vencimentos R$ 13 mil brutos e cerca de R$ 10 mil líquidos. O secretário executivo ganha em torno de R$ 8 mil, ficando pouco mais de R$ 5 mil líquidos. Dentro da realidade de custo de vida em Brasília, é um salário risível para o peso da responsabilidade da pasta e suas demandas.

Não sou guia

Um outro ponto confidenciado por Edme Tavares, considerado decisivo para a sua decisão. Após nomeado, Anselmo Castilho, presidente do PT de João Pessoa, se reuniu com ele, pedindo orientações básicas sobre como circular em Brasília, pelos corredores do poder que tem foco direto no trabalho da Secretaria. "Não vou estar aqui ensinando titular a andar pela Capital Federal", justificou ele ao irmão, relembrando que este foi um problema criado no Governo Cássio: o ex-deputado federal Inaldo Leitão assumiu o cargo de titular e ele se recusou a fazer o mesmo "bê-a-bá".

No contato com o ex-governador, inclusive, pelo que lembrou Edme Tavares, uma frase sensibilizou Cássio Cunha Lima. "Eu disse a ele: ´Governador, como executivo, só fico nessa secretaria se o titular for seu pai, Ronaldo Cunha Lima, que não precisa ser pupilo de ninguem em Brasília".

Fator Ricardo

Um último fator que também pesou no pedido de demissão de Edme Tavares da Articulação Governamental em Brasilia tem a ver diretamente com o processo sucessório de 2010. A família Tavares vinha se reunindo nos últimos dias e passou a pressionar o ex-deputado federal para que deixasse o Maranhão III, principalmente por conta da relação cada vez mais azeda entre o governador e o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB).

Secretário-adjunto de Turismo no Governo Ricardo Coutinho, Diego Tavares, sobrinho de Edme, já defendia junto ao tio a tese de que a família tinha de estar unida em torno de uma bandeira – no caso, a grande maioria vê em Ricardo o melhor caminho político para o clã.

Fonte: PB Agora

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