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Pular o café da manhã aumenta o risco de doenças vasculares, afirma estudos

Quem tinha esse hábito apresentou pressão arterial mais alta, IMC maior e mais gordura no sangue - além de uma circunferência mais generosa

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

27/10/2017 às 08h58

Café da manhã (Foto: kajakiki/iStock)

Enquanto escova os dentes, amarra os sapatos e procura as chaves do carro, você olha para o relógio da cozinha e nota que está quase atrasado. Sentar com calma para tomar um café da manhã e ler as notícias é evento raro. O jeito é mastigar qualquer coisa no caminho mesmo, ou tentar convencer seu estômago de que a hora do almoço já está quase aí – mesmo que o dia esteja apenas começando.

Por mais trivial que pareça, o hábito de pular a primeira refeição do dia tem impacto direto na saúde. Fazer um hiato tão grande na alimentação já apareceu ligado a problemas como ganho de peso, risco elevado de diabetes e comprometimento do aprendizado de crianças. E os resultados de um novo estudo espanhol permitem adicionar mais um item a essa lista. Deixar de lado o café da manhã pode, também, prejudicar o coração, aumentando a chance de desenvolver problemas como a arteriosclerose. A doença compromete o fluxo sanguíneo e a oxigenação dos órgãos, e pode desencadear problemas mais graves como hemorragias internas e AVCs (acidentes vasculares cerebrais).

A pesquisa analisou a saúde e os hábitos de 4.052 pessoas. Todas eram funcionárias de um banco e não tinham na família histórico de problemas cardiovasculares. Eles passaram por uma série de avaliações médicas, que extraíram dados como seu IMC (índice de massa corporal) e seus níveis de colesterol. Além disso, os cientistas consideraram critérios como escolaridade, tabagismo, e se os voluntários praticavam atividades físicas.

Do total de participantes, 25% aproveitava bem café da manhã, consumindo pelo menos 20% de suas 2 mil calorias diárias nesse momento. A maioria das cobaias (70%), porém, não dava tanta bola assim para o desjejum, consumindo entre 5 e 20% de sua cota diária na primeira refeição. E 3% deles chutavam o pau da barraca completamente: gastavam até 5 minutos no café da manhã, mandando para dentro apenas uma xícara de café ou um suco de frutas – ou não comendo absolutamente nada ao acordar.

Para esses últimos, o cenário foi o pior: quem não tomava café registrou uma circunferência maior do quadril, IMC e pressão arterial mais altos, mais lipídios no sangue e níveis mais altos de glicose no período em jejum. Além disso, o grupo acumulava 1,5 vezes mais gordura nas artérias – em comparação à quem consumia 20% ou mais de suas calorias diárias em sua refeição matinal. Em algumas regiões, o total de gordura chegava a ser 2.5 vezes maior.

“As pessoas que pulam o café da manhã não só comem tarde e de forma estranha, mas também têm um estilo de vida pobre”, disse Valentín Fuster, um dos do estudo, em entrevista ao The Guardian. Quem se encaixava nessa categoria também relatou consumir mais carne vermelha, beber mais álcool e fumar mais.

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