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VÍDEO: Aumento de casos de tuberculose e abandono de tratamento gera preocupação na Paraíba, alerta SES

De acordo com o Boletim Epidemiológico Anual da Tuberculose, no ano passado foram notificados 1.283 novos casos da doença, comparado ao ano anterior, houve um aumento de 139 casos nas notificações

Por Diário

04/07/2022 às 18h20 • atualizado em 04/07/2022 às 18h21

A entrevistada do programa Olho Vivo da TV e Rede Diário do Sertão desta segunda-feira (04), foi a chefe do Núcleo de Doenças Crônicas e Negligenciadas da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Anna Stella. A pauta central foi o aumento da tuberculose na Paraíba, de acordo com o Boletim Epidemiológico Anual da Tuberculose correspondente ao ano de 2021. O levantamento indica que no ano passado foram notificados 1.283 novos casos da doença. Comparado ao ano anterior, houve um aumento de 139 casos nas notificações. Segundo Anna Stella, o aumento sugere uma melhora nas ações de busca ativa por parte dos municípios.

O boletim também alerta para a taxa de abandono ao tratamento no estado. O estipulado pelo Ministério da Saúde é de 5%, enquanto na Paraíba a taxa 9,5%, quase duas vezes maior que a nacional . O abandono ao tratamento da tuberculose pode causar uma resistência ao medicamento utilizado no combate ao agravo, sendo necessária a reavaliação terapêutica e prolongamento do processo. No Boletim, a SES ressalta que é preciso garantir o acesso adequado aos serviços na saúde primária, atentar para sinais da tuberculose semelhantes aos da covid-19, bem como manter as atividades de monitoramento e qualificação sobre as notificações.

“Isso aconteceu por conta da chegada da Covid-19 e então com isso outras doenças deixaram de ser vistas, porque precisou realmente priorizar a Covid. Então a tuberculose, por esse motivo deixaram de ser vistos alguns casos”, disse.

Raio-x do pulmão. Foto: Reprodução da internet

DIAGNÓSTICO

A tuberculose, por se uma doença transmissível e infeciosa deve ser uma doença reconhecida e tratada o quanto antes para evitar a propagação adoecendo outras pessoas, alerta a especialista.

”O diagnóstico é feito a partir de sintomas, os quais as pessoas apresentam em uma consulta que se assemelha também a covid”, alerta. Stella afirma que ao ser descartado a presença de Covid, que seja verificado se há a presença da tuberculose, já que é possível ser diferenciado por alguns outros sintomas.

“Através dessa sintomatologia é importante que o profissional de saúde solicite um exame chamado baciloscopia de escarro, onde ele vai poder ser diagnosticado laboratorialmente. Outro exame importante, complementar a baciloscopia é o Raio-X”, garante.

Mulher diz que sua filha teria sido abusada sexualmente e sofrido ameaças do médico (imagem ilustrativa)

TRATAMENTO

O tratamento dura em média 6 meses, o básico a partir de antibióticos encaminhados para o Brasil pela OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), da Organização Mundial da Saúde (OMS), ao Ministério da Saúde, e dele é compartilhado aos estados do Brasil fornecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), gratuitamente.

A primeira fase do tratamento é chamada de ‘ataque’, que são 12 meses e posteriormente é feita a fase de manutenção que dura 4 meses. Nesse período é feito os monitoramentos dos casos através do ‘tratamento diretamente observado’ para que seja colocado tudo relacionado ao uso do medicamento em objetivo da cura e alerta as taxas de abandono de tratamento que também não se deve acontecer pois a taxa da Paraíba é quase duas vezes maior do que nacional, atingindo 9,5%, o estipulado pelo Ministério da Saúde é de 5%.

“Quando a gente fala da questão do abandono, que não deve acontecer na tuberculose, mas infelizmente acontece, inclusive a nossa taxa, a gente identificou no 2021 que foi uma taxa elevada. Esse monitoramento ele serve para isso, para evitar que esse paciente não abandone”, frisou.

Paciente recebendo atendimento médico. Foto: Imagem ilustrativa

O QUE É TUBERCULOSE?

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. A doença afeta prioritariamente os pulmões (forma pulmonar), embora possa acometer outros órgãos e/ou sistemas.

A forma extrapulmonar, que afeta outros órgãos que não o pulmão, ocorre mais frequentemente em pessoas vivendo com HIV, especialmente aquelas com comprometimento imunológico.

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