VÍDEO: Engenheiro ambiental alerta que a temperatura tende a piorar com cortes de árvores em Cajazeiras
O especialista explica que o principal impacto que uma cidade sofre quando não há uma boa quantidade de árvores é o aumento da temperatura, juntamente com a incidência de radiação solar direta
O desmatamento de áreas florestais e o corte irresponsável de árvores nas zonas urbanas das cidades provocam uma série de impactos graves para o meio ambiente e, consequentemente, para a vida na Terra. Hoje em dia é cada vez mais comum percebermos e sentimos esses impactos em cidades de pequeno porte, não apenas nas grandes metrópoles.
Em Cajazeiras, por exemplo, o corte de árvores é um risco para a saúde da população. Afinal, estamos falando do Alto Sertão da Paraíba, uma região cujos períodos de estiagem são longos e severos.
Esses e outros alertas foram feitos pelo engenheiro ambiental Sócrates Martins em entrevista ao programa Olho Vivo, da Rede Diário do Sertão. O especialista explica que o principal impacto que uma cidade sofre quando não há uma boa quantidade de árvores é o aumento da temperatura, juntamente com a incidência de radiação solar direta. “A situação tende a piorar diante de tanta degradação ambiental que está acontecendo no mundo”, avisa Sócrates.
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As árvores também têm papel importante na redução da erosão no solo, isso porque elas amortecem o impacto da água no chão. Nas zonas rurais esse problema é mais grave, mas nas cidades a erosão também ocorre em locais sem pavimentação.
Sócrates Martins salienta que os ordenamentos territoriais das cidades precisam acompanhar o crescimento urbano sem negligenciar as questões ambientais. “Cajazeiras, como é uma cidade que está crescento a cada dia que passa, vai ter que modificar a parte do ordenamento territorial, as leis municipais ambientais, a lei orgânica, e isso tem que ser feito o mais breve possível porque o crescimento habitacional e urbano não está de acordo com o crescimento da cidade”.
Ele explica também que não se pode cortar uma árvore sem a devida autorização da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. E após a supressão, tem que haver o replantio. No entanto, segundo Sócrates, isso raramente ocorre.
“O poder público teria que ser mais rígido com o pessoal. A tendência no mundo é aumentar a temperatura, e isso vai derreter gelo, vai aumentar a poluição, vai aumentar o nível dos rios e mares, e a tendência é desastre natural, que, aliás, já está tendo com muita recorrência”.
DIÁRIO DO SERTÃO
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