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Alexandre Costa

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A classe média derrete

24/07/2021 às 12h45

Foto: Glauco Araújo / G1

Enquanto a revista Forbes listava os mais novos brasileiros (11) inseridos na seleta lista dos maiores bilionários do mundo no ano de 2020, a FGV Social (Fundação Getúlio Vargas) escancarava os números dos desvalidos brasileiros jogados no fosso da miséria pelo recrudescimento da inclemente pandemia da COVID-19 que nos assola.

A crescente e perturbadora onda de desigualdade social é um fenômeno mundial que transpõe fronteiras e envergonha a humanidade e que agora aflora como um perturbador paradoxo. À medida que o mundo afunda sob a maior emergência sanitária de todos os tempos destruindo empresas e eliminando empregos, a classe dos mais ricos a cada dia se torna mais rica. Rica, sim! Pesquisas recentes apontam que a massa salarial da classe A subiu 2,8% desde o início da pandemia. Seria a lógica perversa do capitalismo?

Avaliado pelo Banco Mundial através do coeficiente Gini, que mensura o nível de desigualdade dos países segundo a renda, pobreza e educação numa escala de 0 a 100, onde zero representa a igualdade absoluta e 100 a desigualdade absoluta, o Brasil (índice Gini 53,3) é ranqueado como um dos países mais desiguais do mundo ocupando 79°posição, figurando entre a Noruega (índice Gini 27,5) no topo da lista como o país mais socialmente igual e a África do Sul (índice Gini 63) na lanterna, como o mais desigual neste ranking mundial.

Fustigada pela pandemia que aguçou a pobreza e aumentou o fosso da desigualdade social triplicando o número de brasileiros que vivem em pobreza extrema a classe média (Renda entre R$5.000,00 e R$7.000,00) derrete empurrando quase 5 milhões de pessoas para as classes mais baixas da pirâmide social.

A classe C (Renda entre R$4.000,00 e R$10.000,00), a “vitrine” dos governos petistas por apresentar uma massa salarial robusta e crescente, mas que vinha claudicante desde a crise de 2015, agora definhou definitivamente levando com ela toda a classe media direto para a miséria. São pessoas que repentinamente por causa da pandemia que ocasionou as paralisações de grande parte das atividades econômicas perderam o emprego ficando sem renda fixa vivendo do comércio ambulante e de pequenos serviços avulsos.

São números estarrecedores que correspondem a 35 milhões de brasileiros, 16% da nossa população que por falta de um consistente e permanente programa de proteção social de renda básica se encontram entregues a própria sorte com consequências imprevisíveis no tecido social brasileiro.

Alexandre Costa

Alexandre Costa

Alexandre José Cartaxo da Costa é engenheiro, empresário, presidente da CDL Cajazeiras, diretor da Fecomercio  PB e membro da ACAL.

Contato: cartaxocosta@gmail.com

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Alexandre Costa

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Alexandre José Cartaxo da Costa é engenheiro, empresário, presidente da CDL Cajazeiras, diretor da Fecomercio  PB e membro da ACAL.

Contato: cartaxocosta@gmail.com

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