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Francisco Cartaxo

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Juiz Moro pode acabar no Morumbi

11/04/2022 às 19h13

Ex-ministro Sérgio Moro. (Foto: Cristiano Mariz) - reprodução do site veja.abril.com.br).

Por Francisco Frassales Cartaxo

O juiz Sergio Moro ganhava em um mês o que uma professora recebe em um ano. Meses em sala de aula, no preparo e correção de provas, tendo sérios problemas financeiros, a conta não fecha no fim do mês. Neste mundo, real, vivem professores e de milhões de brasileiros. E o juiz? Cercado de assessores de gravata, isolados em salas confortáveis, lendo peças do processo, ouvindo testemunhas e réus levados pela Polícia Federal e Ministério Público. Para “salvar o Brasil da corrupção”, Moro aplicava o aprendido em doutorado norte-americano. Inflou-se o juiz-Deus a expulsar corruptos e corruptores da cena brasileira.

Enganou muita gente.

Muitos, aliás, (eu não me excluo) acreditamos na “pureza” daquele jovem tímido, de fala arrastada. E o procurador de nome complicado? Dallagnol. Empolgado, imaginoso, construiu uma teia de aranha e pôs o prisioneiro Lula no centro, feito chefe da quadrilha! Cadê as provas? Estão no PowerPoint. Surpreendente. Essas coisas impressionam. E no rastro da “narrativa técnica”, muito do agrado da grande mídia, eis que ele inventa um fundo para captar bilhões de reais, a fim de combater a corrupção sistêmica!

Ou para financiar a campanha de Moro?

Há quem defenda tal hipótese. Assim, Moro avançaria à frente de uma récua de cavaleiros andantes à cata de ladrões de colarinho branco! Era muito mel para pouca abelha. Lambuzou-se. A mosca-azul fincou suas patinhas na borda da tigela. O juiz de Maringá lambuzou-se. O rosto verdadeiro do incorruptível mostrou-se na porta do Ministério da Justiça, deformado no sonho de subir a rampa do Planalto. Vendeu-se. Quem sabe, uma poltrona no STF.

No mundo real o ministro viu lama.

Amofinou-se. Fechou os olhos às malfeitorias familiares. Não deu um pio. Saiu de fininho. Logo se agarrou ao senador, que tem voz de locutor da BBC de Londres, Álvaro Dias, para pretensa cruzada salvadora. A farsa durou pouquíssimo. E a grana? Virou PowerPoint. Fantasia. Moro escafedeu-se. Até a deputada Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, queixou-se: eu soube pelas redes sociais. Que coisa feia! Então caiu nos braços de Luciano Bivar! De quem? Do dono do Sport Recife, do PSL e, agora, do União Brasil. Gênio da esperteza. Vem cá, menino, fica em São Paulo…

Caiu na real. O todo poderoso juiz da lava-jato, sob a gargalhada de milhões de professoras Brasil afora, quem diria, vai acabar no Estádio do Morumbi, de apito na mão!

Presidente da Academia Cajazeirense de Artes e Letras – ACAL

Francisco Cartaxo

Francisco Cartaxo

Francisco Sales Cartaxo Rolim foi secretário de planejamento do governo de Ivan Bichara, secretário-adjunto da fazenda de Pernambuco – governo de Miguel Arraes. É escritor, filiado à UBE/PE e membro-fundador da Academia Cajazeirense de Artes e Letras – ACAL. Autor de, entre outros livros, Guerra ao fanatismo: a diocese de Cajazeiras no cerco ao padre Cícero.

Contato: cartaxorolim@gmail.com

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Francisco Cartaxo

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Francisco Sales Cartaxo Rolim foi secretário de planejamento do governo de Ivan Bichara, secretário-adjunto da fazenda de Pernambuco – governo de Miguel Arraes. É escritor, filiado à UBE/PE e membro-fundador da Academia Cajazeirense de Artes e Letras – ACAL. Autor de, entre outros livros, Guerra ao fanatismo: a diocese de Cajazeiras no cerco ao padre Cícero.

Contato: cartaxorolim@gmail.com

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