Você, vive a vida?
Pra você, o que é uma mudança de vida?
Sei lá, tipo: mudar as peças do guarda-roupa; comer salada no almoço; terminar com a pessoa amada e esfregar um outro nas fuças dele; começar aulas muay de thai; ou basicamente refletir sobre seus os pequenos gestos e retransformá-los de acordo com as vivências e aprendizados?
Divulgaram por aí que estar bem, após uma catástrofe, equivaleria ao simples ato de sorrir na sala, chorar no quarto. Foram ainda mais longe ao afirmarem que mudanças de vida só podem ocorrer com um carro do ano, andanças em festas, muitas viagens, fotos em praias.
E alma? A alma, remendada de todo jeito, sufocada pelo status da felicidade de plástico.
Acontece que as grandes transformações começam dentro. Bem como a casa, que necessita do trabalho primoroso dos alicerces para chegar aos azulejos da parede, você também carece de conhecer as profundas para saber se reinventar. Um automóvel importado bate, capota, se acaba. Um corpo perfeito tem prazo de validade. Sorrir por sorrir é tão constrangedor como comer uma fruta estragada.
A alma, diante de tudo isto, é o seu valor mais caro, a sua ponte para o equilíbrio, a força geradora da sua mudança de vida. "Queremos a alma", declarou a poeta Cecília. Você acredita nisto?
Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Sistema Diário de Comunicação.
Leia mais notícias no www.diariodosertao.com.br/colunistas, siga nas redes sociais: Facebook, Twitter, Instagram e veja nossos vídeos no Play Diário. Envie informações à Redação pelo WhatsApp (83) 99157-2802.
Deixe seu comentário