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Polícia reconstitui ocorrência que resultou na morte de jovem atingida por espingarda no bairro do Róger

O jovem se apresentou na Central de Polícia horas depois do crime, acompanhado por um advogado. Depois de prestar depoimento, ele foi preso e encaminhado para o Roger.

Por Priscila Belmont

03/08/2017 às 11h22

A reprodução durou mais de três horas e durante todo este tempo o acusado descreveu para os peritos as últimas horas que passou ao lado de Luanna Alverga.

A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (Homicídios), realizou na tarde desta quarta-feira (2) a reprodução simulada da ocorrência que resultou no homicídio da estudante Luanna Alverga, 20 anos, ocorrido no dia 23 de julho deste ano, no bairro do Roger, em João Pessoa. Ela foi atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça efetuado pelo namorado. Ele confessou o crime, mas alegou que o tiro foi acidental. O objetivo da reprodução simulada realizada pelos policiais da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa e equipe do Instituto de Polícia Científica (IPC) é analisar tecnicamente o posicionamento dos envolvidos na cena de crime e a trajetória do projétil que saiu de uma espingarda calibre 20. O resultado do trabalho deve ser concluído em 10 dias.

O jovem se apresentou na Central de Polícia horas depois do crime, acompanhado por um advogado. Depois de prestar depoimento, ele foi preso e encaminhado na segunda-feira (24) para o Presídio Flósculo da Nóbrega, o Roger, onde permanece preso. De acordo com a versão do acusado, a namorada estava participando da festa de aniversário dele, que acontecia na casa dos seus avós. Em um determinado momento, ela quis ir até o banheiro e ele acompanhou. Quando os dois passavam por um quarto, Luanna perguntou sobre uma arma que ele teria tirado uma foto e enviado para ela dias antes.

O acusado disse que foi mostrar a espingarda para a namorada e neste momento ela disparou. Depois disso, ele pediu socorro para as pessoas que estavam na festa e foi levado pelo pai para casa e em seguida para Polícia.

O tiro atingiu a parte de trás da cabeça de Luanna, que morreu no local. Quando os policiais chegaram na casa, encontraram a arma sem os projéteis embaixo da cama. A reprodução simulada foi acompanhada pelo delegado Joames Oliveira, que preside o inquérito policial. Ela foi realizada para entender a dinâmica do crime e descobrir se a versão apresentada pelo namorado da vítima é verdadeira.

A reprodução durou mais de três horas e durante todo este tempo o jovem descreveu para os peritos as últimas horas que passou ao lado de Luanna Alverga. Quando o trabalho foi concluído, ele foi levado de volta ao Presídio, onde aguarda pela decisão da Justiça.

Secom

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