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VÍDEO: “Parecia que ele estava se despedindo dela”, diz Mara sobre última vez que Gefferson viu a filha

A esposa de Gefferson, Mara Lisbôa detalhou os últimos momentos ao lado do marido, dias antes dele ser assassinado.

Por Juliana Santos

19/03/2021 às 16h52

Mara Lisbôa esposa do empresário e advogado Gerfferson Moura, que foi morto a tiros por supostos policiais do Estado de Sergipe, concedeu entrevista ao programa Balanço Diário da TV Diário do Sertão, nessa quinta-feira (18), e falou dos últimos dias que esteve com o marido.

No domingo (14), Gefferson ainda não sabia que o pai dele, o senhor Geraldo Mangelo, tinha testado positivo para Covid-19, mas ele já tinha comentado de ir para cidade de Cajazeiras. De acordo com Mara, na segunda-feira falou da viagem novamente, pois já sabia que o pai estava doente, mas adiou para a terça-feira.

Ainda na segunda-feira ao deixar a filha em casa após a escola, Mara contou que parecia que ele estava se despedindo dela. “Foram tanto beijos e abraços, falou: papai vai, mas volta, porque papai vai cuidar de vovô. Até agora nossa filha não sabe, eu não estou pronta para falar para ela”, contou muito emocionada.

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Na terça-feira por telefone, Gerfferon teria comentado com Mara que estava resolvendo uma coisas e ainda não tinha viajado. “Eu pedi que ele não viajasse tão tarde, mas ele gostava de viaja a noite e por volta das 17h ele falou que estava saindo do escritório e seguiria viagem”.

Durante a viagem Gefferson teria falado várias vezes com a esposa, uma dessa últimas vezes foi quando ele estava em Soledade, tinha jantado e pediu para Mara transferir uma quantia em dinheiro. “Ele me enviou um áudio pedindo para fazer a transferência eu fiz, e essa foi a última vez que nos falamos”, disse.

Na quarta-feira (17), ao acordar Mara Lisbôa viu que já tinha várias ligações e mensagens no celular dela, da sogra e da cunhada.

(Foto: Reprodução redes sociais)

Mara imaginava que tivesse sido um acidente, mas ao saber que marido foi executado, ela afirmou que Gefferson nunca portou uma arma. “Morei cinco anos com ele, nunca vi ele com uma arma. Ele nunca foi violento, nunca foi agressivo, jamais ele iria revidar a uma abordagem”, disse.

O caso

Gefferson Moura, 32 anos, faleceu na última terça-feira (16), após ser baleado por supostos policias civis do estado de Sergipe, quando passava pela cidade de Santa Luzia, no Sertão paraibano. Ele chegou a ser levado para o Hospital de Municipal da cidade, mas chegou sem vida.

Os policiais foram até a delegacia de Patos e apresentaram as armas e afirmaram que uma delas era da vítima, que teria revidado a abordagem dos agentes.

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