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Bebê é degolado durante o parto na Paraíba

Campina Grande – O agricultor Levi Deodato Gouveia, residente no sítio Piancozinho, zona rural de Taperoá, esteve nesta quinta-feira(17), no Ministério Público e na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Infância e Juventude para denunciar o médico obstetra José Herculano Marinho Irmão por negligência médica e ocultação da causa morte do seu filho. O […]

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18/12/2009 às 12h12

Campina Grande – O agricultor Levi Deodato Gouveia, residente no sítio Piancozinho, zona rural de Taperoá, esteve nesta quinta-feira(17), no Ministério Público e na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Infância e Juventude para denunciar o médico obstetra José Herculano Marinho Irmão por negligência médica e ocultação da causa morte do seu filho. O corpo do bebê foi entregue ao pai com uma faixa no pescoço, que estava costurado, despertando suspeita de que ele tenha sido degolado por imprudência durante o parto.

Segundo o agricultor, sua esposa, Inez Farias dos Santos, entrou em trabalho de parto e procurou a maternidade no último sábado para dar à luz mas, após ser atendida, recebeu a recomendação para voltar para casa porque ainda não estava no momento certo. No dia seguinte, Inez Farias continuava perdendo líquido e sentia dores e foi novamente levada à maternidade. Ao chegar no Isea, foi atendida pelo médico José Herculano Marinho Irmão, que, mesmo ciente de que o parto era uma cesariana, decidiu realizar um parto normal.

Segundo uma ultrassonografia realizada no Hospital de Taperoá, a criança estava sentada e o parto deveria ser uma cesariana. O agricultor acrescentou, ainda, que sua esposa sofreu horas na sala de parto e, ao sair, relatou que viu seu filho sendo puxado pelos pés. Quando acordou, ela já estava em outra sala e informaram apenas que seu filho havia sofrido uma parada cardio-respiratória.

O corpo foi liberado no domingo à tarde para o sepultamento mas, quando chegou em casa, na cidade de Taperoá, Levi Deodato notou que a criança estava suja de sangue e com o pescoço enfaixado. Ele resolveu retirar a faixa para dar banho no filho antes de enterrá-lo e constatou que o filho estava com o pescoço costurado, ou seja, o bebê havia sido degolado no momento do parto. “Percebi que algo estava errado porque notei que seu pescoço estava costurado e resolvi fazer a denúncia contra o médico”, desabafou.

Delegada vai investigar

A delegada da Infância e Juventude, Cassandra Duarte, disse que não se trata apenas de negligência médica, mas de imperícia, além de ocultação da causa morte e acrescentou que o caso será investigado criminalmente. Caso seja confirmado o erro, o médico poderá responder até por homicídio culposo. A delegada já solicitou o prontuário de atendimento do Isea e o inquérito foi está aberto. A oitiva já está marcada para o dia 30.

A reportagem esteve no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea) mas, segundo informações da assistente social Sarah Costa, o médico não estava. Várias tentativas de contato via celular foram feitas, mas seu telefone estava desligado. O diretor do Isea, Eduardo Galdino, também foi procurado, mas estava viajando e informou que não tinha conhecimento do ocorrido.

Segundo a assistente social Inêz Farias já chegou em trabalho de parto no domingo e a criança já estava saindo entre as pernas da agricultora. “Ela foi levada imediatamente para sala de parto e as enfermeiras receberam ordens do médico para prepararem um parto normal e assim foi feito” disse.

Do Jornal Correio da Paraíba

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