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Pesquisa revela que há violência doméstica em 32% dos casais

O Centro de Saúde Howard Brown, da Universidade de Illionis, entrevistou 800 pacientes homossexuais para uma pesquisa sobre violência doméstica entre casais gays. A pesquisa constatou que o problema atinge 32% dos relacionamentos entre homossexuais que moram juntos. Isso é, 3 em cada 10 casais gays são abalados por agressões físicas, verbais e sexuais dentro […]

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04/11/2007 às 12h40

O Centro de Saúde Howard Brown, da Universidade de Illionis, entrevistou 800 pacientes homossexuais para uma pesquisa sobre violência doméstica entre casais gays. A pesquisa constatou que o problema atinge 32% dos relacionamentos entre homossexuais que moram juntos. Isso é, 3 em cada 10 casais gays são abalados por agressões físicas, verbais e sexuais dentro do lar. O estudo relevou também que o índice de agressão é mais acentuado em casais com menor renda e baixos níveis educacionais, além de histórico de depressão e uso de drogas.

No Brasil não existem pesquisas sobre o assunto, mas há casos já registrados onde há agressão entre parceiros morando juntos como é o caso do escrevente R.A. que passou a ser agredido pelo seu então namorado durante as crises de ciúmes e procurou a CADS – Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual -, órgão ligado à prefeitura de São Paulo, que serve como intermediário no atendimento às vitimas.

R., conheceu E. em uma sala de bate papo. Namoraram e foram morar juntos, apesar de R. alegar que o ciúme do parceiro abalava a relação. Após a separação os problemas continuaram. Mesmo com R. morando em um hotel no centro de São Paulo um dia “E. bate em minha porta dizendo ser da recepção do hotel, eu abri sem menor hesitação e eis a surpresa era o E. tentei fechar a porta mas ele forçou, ele tem 2m de altura, é forte, não tive como evitar que ele entrasse”, lembra o fato.

“Ele começou a me agredir dizendo que eu já estava transando, disse que eu não sairia com ninguém, pegou um copo que estava sobre a mesa arremessou contra minha cabeça, desviei. Disse que me deformaria e que eu nunca mais sairia com ninguém. Pegou um abajour, bateu contra a mesa de centro, outro tentou jogar em mim, mas não conseguiu porque estava preso à tomada, o que lhe deu um tanto mais de trabalho para conseguir puxar, enquanto ele se enrolou nos fios deste abajour eu sai correndo pelos corredores do 15o. andar pedindo por socorro, pela polícia, pelos seguranças, alguns hóspedes saíram e chamaram a segurança”, completa.

A reportagem do Mix Brasil conversou também com Cláudio*, de 25 anos, que passou por problemas de agressão física com seu namorado, poucos meses depois de irem morar juntos. “Um dia estávamos na boate e ele achou que eu tivesse ido ao banheiro sozinho tramando alguma coisa, começou a me bater no meio da pista. Depois conversamos e nos acertamos, em uma outra ocasião eu fui para cima dele, bati no rosto dele e machucou, ficou inchado”, relata Cláudio.

No Brasil não existe um órgão específico para cuidar desse tipo de caso – na Califórnia desde outubro de 2004 existem programas contra tais agressões onde só em 2003 foram registrados 6523 casos envolvendo GLBTs -, mas o Centro de Referência em Direitos Humanos e Prevenção e Combate a Homofobia, órgão ligado à prefeitura de São Paulo, faz o trabalho de acompanhar os casos em parceria com a CADS e a DECRADI – Delegacia Crimes Raciais e de Intolerância-, que fazem um “processo multidisciplinar com acompanhamento jurídico, social e psicológico para analisar e notar as melhores medidas para cada caso” explica Dimitri Sales, assessor jurídico da CADS 

Fonte: UOL

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