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Barroso diz que Gilmar desmoraliza o STF: ‘mistura do mau com atraso e pitadas de psicopatia’

Cármen Lúcia interrompeu a discussão. No entanto, Gilmar disse que Barroso deveria “fechar seu escritório de advocacia”.

Por Extra

22/03/2018 às 10h11 • atualizado em 22/03/2018 às 08h20

Os ministros do STF Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso

Os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes voltaram a discutir, na tarde desta quarta-feira, durante uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), levando a presidente da corte, ministra Cármen Lúcia, a suspender a sessão. Barroso reagiu a uma fala de Gilmar e disse que o colega do tribunal é “uma mistura do mau com atraso e pitadas de psicopatia”. Cármen Lúcia interrompeu a discussão. No entanto, antes que os microfones fossem desligados, Gilmar disse que Barroso deveria “fechar seu escritório de advocacia”.

O bate-boca ocorreu no julgamento que avalia a constitucionalidade das doações ocultas para campanhas eleitorais. Durante a sessão, Gilmar Mendes fez um aparte para cobrar que pedidos de habeas corpus tenham prioridade de julgamento conforme regra do tribunal — antes, Cármen Lúcia havia informado aos ministros que marcou para amanhã a análise do habeas corpus pedido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante esse aparte, Gilmar e o ministro Edson Fachin, relator do caso de Lula, já haviam trocados farpas sobre a análise de um pedido da defesa do ex-ministro Antonio Palocci, preso pela Lava-Jato. Gilmar também criticou a pauta do Supremo, que é uma responsabilidade da presidente da corte. Cármen Lúcia tomou a palavra para apresentar seu contra-argumento na sequência.

O BATE-BOCA
Quando Gilmar já tinha voltado ao tema eleitoral e criticava a posição contrária ao financiamento privado de campanha, Barroso considerou que ele estava fazendo indiretas. Nesse momento, Barroso interrompeu Gilmar e o acusou de ter “pitadas de psicopatia”.

— Me deixa de fora do seu mau sentimento. Você é uma pessoa horrível. Uma mistura do mau com atraso e pitadas de psicopatia. Isso não tem nada a ver com o que está sendo julgado. É um absurdo, Vossa Excelência aqui fazer um comício, cheio de ofensas, grosserias. Vossa Excelência não consegue articular um argumento, fica procurando, já ofendeu a presidente, já ofendeu o ministro Fux, agora chegou a mim. A vida para Vossa Excelência é ofender as pessoas — afirmou Barroso.

Barroso continou suas críticas, dizendo que o colega “envergonha o tribunal” e que é “penoso” conviver com ele:

— Vossa Excelência, sozinho, envergonha o tribunal. É muito ruim. É muito penoso para todos nós ter que conviver com Vossa Exxcelência aqui. Não tem ideia, não tem patriotismo, está sempre atrás de algum interesse que não é o da Justiça. É uma coisa horrosa, uma vergonha, um constragimento. É muito feio isso.

Cármen Lúcia suspendeu a sessão, mas Gilmar Mendes insistiu que estava com palavra, apenas para recomendar que Barroso feche seu escritório:

— Eu continuo com a palavra. Presidente, eu vou recomendar ao ministro Barros que fecha o seu escritório. Feche o seu escritório de advocacia — respondeu.

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