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Médicos pedem demissão coletiva de Hospital de Patos

Trinta médicos que atendem na Maternidade Peregrino de Carvalho, em Patos, assinaram uma lista de demissão em massa com data marcada até o final desse mês. Eles pedem reposição salarial ao Estado.

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27/10/2007 às 15h55

Trinta médicos que atendem na Maternidade Peregrino de Carvalho, em Patos, assinaram uma lista de demissão em massa com data marcada até o final desse mês, caso não sejam atendidas as reivindicações feitas, desde agosto desse ano.

A categoria pede a reposição dos 30% da produtividade retirada há três anos pela Secretaria de Saúde do Estado. A lista foi entregue, ontem pela manhã, ao Ministério Público. A Secretaria de Saúde do Estado tem até o dia 30 de outubro para sinalizar soluções, caso contrário, a Maternidade do município de Patos que atende também áreas circunvizinhas ficará sem atendimento.

Outra reivindicação dos profissionais da saúde é o recebimento dos atendimentos de municípios referentes a Patos onde as cidades que não dispõem desses serviços pagam a Patos para que a população receba o atendimento, em contrapartida, as prefeituras repassam parte da verba para cada médico e a outra que seria de responsabilidade do Estado não está sendo cumprida, segundo eles apenas as prefeituras estão repassando os valores acordados.

Municípios vizinhos
A Maternidade atende mais de 20 municípios vizinhos como todo o vale do Piancó, inclusive, do estado do Pernambuco e chega a receber por mês, mais de 300 pessoas que são assistidas desde a parte ambulatorial até o parto. 

Segundo os médicos que abraçaram a causa, o Secretário de Saúde do Estado, Geraldo Almeida já foi procurado várias vezes pela categoria, e na promessa de atender aos pedidos eles aguardam até hoje sendo que nenhuma providência foi tomada. Eles disseram também que o Deputado Antonio Mineral ainda prometeu soluções para o caso, mas também não obtiveram retorno.

“Já tentamos diversos diálogos e até agora nem sucesso, agora vamos recorrer ao ministério público e aos demais deputados da cidade e se nada for resolvido, deixaremos os cargos”, disse o médico Ednaldo Dantas.

Outro lado
A Assessoria de Imprensa da Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que o secretário, Geraldo Almeida, não recebeu nenhuma comunicação e nem reivindicação dos médicos. Quando ele receber, segundo a SES, deverá atuar de acordo com a lei, que determina que funcionários do quadro efetivo, de serviços essenciais, não podem paralisar suas atividades.

Fonte: Correio da Paraíba

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