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VÍDEO: Secretária diz que há programas sociais em Cajazeiras, mas as famílias mandam as crianças pra rua

Gerlane Moura destacou alguns programas sociais da gestão, mas afirmou que muitas crianças não participam porque são as famílias quem as colocam para pedir

Por Jocivan Pinheiro

27/10/2017 às 21h45 • atualizado em 27/10/2017 às 21h56

Com o agravo da crise financeira no Brasil, o número de pessoas pedindo nas ruas de Cajazeiras aumentou visivelmente. Há quem culpe a gestão municipal por não estar oferecendo assistência social a esses indivíduos. No entanto, a secretária de Ação Social Gerlane Moura disse que há, sim, programas sociais, mas na maioria dos casos a culpa é da família.

Em participação ao vivo no programa Balanço Diário, a secretária destacou alguns dos programas sociais que a gestão oferece, principalmente para crianças, mas afirmou que muitas não participam porque são as famílias quem as colocam para pedir nas ruas. Para Gerlane Moura, não existe ‘criança de rua’ em Cajazeiras, mas sim ‘criança em situação de rua’.

“Muitas vezes é a família que bota a criança para pedir. É uma situação em que a gente precisa da família. Além das dificuldades financeiras, o problema-chave disso tudo está na família. Como é que um pai e uma mãe não conseguem segurar uma criança de dez anos dentro de casa?”, comentou a secretária.

Em busca das famílias

Uma das estratégias da Secretaria de Ação Social para reduzir o número de crianças e adolescentes nas ruas é tentar identificar suas famílias para oferecer assistência através de programas sociais como, por exemplo, o Fortalecimento de Vínculos, que tem atividades esportivas, culturais e alimentação no período da noite. Segundo a secretária, essa busca ativa é feita nos bairros por assistentes sociais e monitores.

CRAS, CCA e albergue

Existe ainda outros dois programas sociais do município que são importantes: o CCA, que é uma Casa de Acolhimento para crianças que foram abandonadas pelas famílias ou tiradas dos pais ou responsáveis por ordem judicial; e os CRAS (Centros de Referência de Assistência Social), que promovem capacitações profissionais para adultos conseguirem renda através do trabalho e produção.

A secretária também citou um projeto de construção de um albergue para moradores de rua. Mas para isso é preciso garantir verba para a obra e a manutenção.

A volta dos saques

Preocupada com os cortes sociais promovidos pelo governo Temer, Gerlane disse que se a situação continuar assim, vamos voltar a vivenciar o tempo em que as pessoas saqueavam o comércio para sobreviver.

“A gente vê a questão pelo desemprego que o país enfrenta, está uma coisa absurda. E nessa política de desmonte do SUAS [Sistema Único de Assistência Social], o governo quer eliminar mais de dois milhões de Bolsa Família. Não vai ter prefeito nesse país que consiga resolver o problema da fome sem ajuda de verbas federais”.

DIÁRIO DO SERTÃO

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