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Sousense homenageia ilustre cajazeirense na capital e jornalista tacha cidade de Cajazeiras de “ingrata”

O jornalista e apaixonado por Cajazeiras, Sales Fernandes usou sua página do Facebook neste domingo (4), para criticar.

Por Luzia de Sousa

04/03/2018 às 12h51

Cajazeirense será homenageado na capital do estado.

O prefeito de João Pessoa, o sousense Luciano Cartaxo (PSD), vai inaugurar nessa segunda-feira (5), em Mumbaba, Bairro das Indústrias, a 28ª Escola Integral implantada na capital, que leva o nome do ex-deputado federal constituinte do Brasil, o cajazeirense Edme Tavares Albuquerque.

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O jornalista e apaixonado por Cajazeiras, Sales Fernandes usou sua página do Facebook neste domingo (4), para criticar, e taxou a cidade de “ingrata”.

O jornalista relembrou do legado deixado por Edme Tavares a sua Terra natal, mas que foi esquecido por autoridades em termos de homenagem e justiça ao político que teve grande notoriedade na época.

“O que Cajazeiras terra natal do ex-deputado Dr. Edme Tavares deixou de fazer por ingratidão, por dever de justiça e reconhecimento a este grande homem público e que prestou relevantes serviços a cidade do Pe. Rolim e ao estado da Paraíba, o prefeito Luciano Cartaxo da capital de todos os paraibanos, João Pessoa o fará nesta segunda-feira dia 05 de março de 2018”, escreveu Fernandes.

Uma das grandes conquista do deputado foi a construção do IFPB de Cajazeiras, antiga Escola Técnica, com a implantação de dos cursos técnicos. Atualmente, com cursos de graduação e pós-graduação, o instituto promove avanços na educação e na sociedade sertaneja.

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Inaugurado em 4 de dezembro de 1994, o Campus Cajazeiras tem contribuído para a transformação da realidade social. Em pouco mais de duas décadas de existência, centenas de profissionais foram capacitados pelos cursos técnicos, além do Técnico em Segurança do Trabalho (EAD) e Técnico em Meio Ambiente (Proeja).

Nos últimos anos, através dos cursos superiores de Tecnologia em Automação Industrial e Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Licenciatura em Matemática e o Bacharelado em Engenharia Civil, a mão de obra qualificada formada pelo IFPB, do Sertão paraibano, tem garantido seu espaço em todo o Brasil e até fora dele.

AC3 Baile do Reencontro dos cajazeirenses e cajazeirados

Edme Tavares foi o idealizador do Baile do Reencontro, sendo ele mesmo responsável por organizar os três primeiros eventos, que objetivava não só reunir os filhos da Terra que moravam fora para confraternização, mas debater assuntos e conquistas de interesse da cidade. Atualmente o baile já está na sua 16ª edição.

Parabéns ao gestor pela nobre iniciativa e aos familiares do homenageado nossa efusiva saudação como seu conterrâneo e admirador”, destacou o cajazeirense.

Quem foi Edme?
Edme Tavares de Albuquerque nasceu em Cajazeiras (PB) no dia 6 de fevereiro de 1937, filho de Antônio Aquino de Albuquerque e de Honorina Tavares de Albuquerque.

Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas do Rio de Janeiro. Durante esse período, em 1961 foi eleito vice-presidente do diretório acadêmico Filadelfo de Azevedo, tornando-se presidente em 1963. Com a ascensão de João Agripino ao governo da Paraíba (1966-1971), foi nomeado, em 1966, subchefe da Casa Civil desse governo, função que desempenhou até 1968, quando se tornou chefe. Nessa condição assumiu, em 1969, a coordenação do Projeto Experimental de Habitação do governo da Paraíba, patrocinado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Em 1970 tornou-se secretário-geral do Diretório Acadêmico Filadelfo de Azevedo. No mesmo ano deixou a Casa Civil, desincompatibilizando-se do cargo para concorrer a uma vaga na Assembléia Legislativa da Paraíba. Em novembro desse ano elegeu-se deputado estadual na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido que dava sustentação política ao regime militar instituído no país após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart (1961-1964).

Assumindo seu mandato em 1971, tornou-se líder do governo na casa, função que desempenharia ao longo de toda a legislatura. Passou a integrar as comissões de Redação de Leis, de Constituição, Legislação e Justiça e a de Finanças, Orçamento e Tomada de Contas. No ano seguinte, quando da convenção do partido, foi eleito membro da Comissão Executiva do Diretório Regional da Arena em seu estado. Em 1973 foi eleito terceiro-secretário da mesa da casa, cargo que ocuparia até 1975. Ainda em 1973 foi um dos delegados do Legislativo paraibano no Colégio Eleitoral que elegeu, em setembro desse ano, o general Ernesto Geisel presidente da República (1974-1979).

Reeleito deputado estadual em novembro de 1974, iniciou novo mandato no ano seguinte. Ainda em 1975 tornou-se presidente do diretório municipal da Arena em Cajazeiras. Em 1977 foi eleito primeiro-secretário da Assembléia Legislativa. Voltou a se reeleger deputado estadual em novembro de 1978 e, iniciando novo período legislativo no ano seguinte, licenciou-se do mandato em março para assumir a Secretaria de Trabalho e Serviços Sociais da Paraíba, no governo de Tarcísio Buriti (1979-1982).

Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a posterior reorganização partidária, filiou-se no ano seguinte ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena no apoio ao governo. Ainda em 1980, deixou a Secretaria de Trabalho e Serviços Sociais e retornou à Assembléia Legislativa. Em 1982 foi eleito presidente do diretório municipal do PDS em Cajazeiras. Em novembro desse ano, concorrendo a uma cadeira na Câmara dos Deputados, elegeu-se deputado federal em sua nova legenda.

Concluindo seu mandato na Assembléia Legislativa em janeiro de 1983, no mês seguinte assumiu sua cadeira no Legislativo federal. Na Câmara dos Deputados, passou a integrar, como titular, as comissões de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas, de Redação e a de Trabalho e Legislação Social, da qual tornou-se vice-presidente, e como suplente as comissões de Transportes e de Agricultura e Política Rural. Ainda em 1983 integrou, como suplente, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Dívida Externa.

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