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BRIGA PELA ÁGUA: Político de Cajazeiras bate de frente com deputado sousense e dispara: “Quer voto pra aliado de Temer”

Vereador afirma que vai mobilizar a sociedade e as lideranças políticas para evitar a retirada da água do açude. Ele acredita que o bom senso vai prevalecer

Por Jocivan Pinheiro

16/07/2018 às 15h17 • atualizado em 16/07/2018 às 18h28

Em um vídeo divulgado na imprensa, o deputado federal Marcondes Gadelha (PSC), da cidade de Sousa, garante que solicitou ao ministro da Integração Nacional, Antônio de Pádua de Deus Andrade, a liberação das águas da barragem de Boa Vista, em São José de Piranhas, para o açude de Boqueirão, em Cajazeiras, e do açude de Boqueirão para o açude de São Gonçalo, em Sousa.

A intenção com isso, segundo ele, é amenizar o impacto da estiagem no perímetro irrigado do distrito de São Gonçalo, onde há uma das principais plantações de cocos do Brasil. Marcondes afirma que a solicitação já teria sido atendida pelo ministro e o que falta agora é apenas a liberação da ANA (Agência Nacional das Águas).

Mas com esse pedido, o deputado sousense comprou briga com a classe política de Cajazeiras. O vereador Marcos Barros (PSB), presidente da Câmara, foi o primeiro a se pronunciar sobre o caso.

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Marcos Barros e Marcondes Gadelha

Em entrevista à TV Diário do Sertão, Marcos já polemizou afirmando que essa tentativa de coletar água do açude de Boqueirão não passa de uma estratégia eleitoreira cujo objetivo é transferir votos para o filho de Marcondes, Leonardo Gadelha, pré-candidato a deputado federal.

“Ele tem sua base principal na cidade de Sousa e quer fazer alguma coisa nesses meses que estão findos como deputado, já que ele assumiu a vaga do saudoso Rômulo Gouveia e precisa fazer alguma coisa para sua terra-natal para poder tentar transferir os votos para seu filho, e a única forma que ele está encontrando, por conta do pouco espaço de tempo que está tendo, é fazer isso com a água do nosso açude, mas nós não vamos permitir isso”, declarou o vereador.

Marcos Barros diz que vai mobilizar a sociedade e as lideranças políticas para evitar a retirada da água. Ele acredita que o bom senso vai prevalecer, já que a prioridade no uso da água de Boqueirão é o consumo humano e não a irrigação de plantações.

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