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Cemitério encontrado abaixo de residências e Praça de São João do Rio do Peixe vira reportagem de TV

Um aposentado revelou que sua mãe já contava que em noite de lua cheia sombras das catatumbas apareciam nas casas.

Por Luzia de Sousa

10/09/2018 às 15h50 • atualizado em 10/09/2018 às 15h55

O achado de um antigo cemitério da cidade de São João do Rio do Peixe divulgado na semana passada pelo Portal Diário do Serão repercutiu em todo estado e virou reportagem da TV Paraíba, afiliada da Rede Globo nessa segunda-feira (10).

O cemitério foi encontrado durante a reforma de um prédio nas proximidades da Praça de São Francisco, no centro da cidade. O fato é que várias residências e a praça foram construídas no local onde funcionava o cemitério.

O aposentado Francisco de Sousa revelou que sua mãe já contava que em noite de lua cheia sombras das catatumbas apareciam nas casas.

O escritor Rogério Galvão foi o primeiro a perceber que havia algo diferente na construção: “Vi uma terra escura saindo de dentro e ao mesmo tempo tive a curiosidade de ir ao local”, explicou ele.

O historiador Wlisses Estrela explicou que no local foi construído o primeiro cemitério da cidade, construído em 1862. “Muitas residências que existem hoje foram construídas em cima do cemitério”.

Entenda
Nessa terça-feira (4), o pesquisador Rogério Galvão passando nas imediações da Praça de São Francisco, centro de São João do Rio do Peixe resolveu adentrar a um prédio em construção quando se deparou com a escavação de uma área do prédio que servirá de dique de oficina, encontrando o restante de um primitivo túmulo do primeiro cemitério são joanense.

O servente encontrou o túmulo nesse sábado (1º), mas era algo desconhecido a ele. Ao interrogá-lo sobre o achado ele me disse: “Desde sábado que eu arranco tijolo, pensei que fosse uma fossa… Mas era diferente, pois era com um piso desenhado e era grande e quadrado. Era um negócio bonito”, contou o trabalhado sobre uma antiga catacumba, típica construção tumular dos cemitérios do século XIX.

No local existia uma catacumba pertencente a Irmandade do Rosário, que podia ser alugada, conforme recibos encontrados pelo historiador Wlisses Estrela em inventários post-mortem no Fórum Dr. João Bernardo de Albuquerque. “Ser enterrado numa catacumba era algo reservado a pessoas que possuíam condições financeiras, as demais eram sepultadas em covas no chão, onde se cravavam cruzes”, explicou o estudioso.

Túmulos foram encontrados durante reforma de prédio em São João d o Rio do Peixe (Foto: Wlisses Estrela)

História
O primeiro cemitério foi construído em 1862 motivado pela epidemia de cólera que grassava a região sertaneja. Como não havia mais espaço na igreja do Rosário para os enterramentos, foi necessário construir o cemitério.

Túmulos foram encontrados durante reforma de prédio em São João d o Rio do Peixe (Foto: Wlisses Estrela)

A descoberta tumular revela que o antigo cemitério possuía grandes dimensões, se comparado ao que restou do muro da atual capela de São Francisco. Assim as residências de Zé de Natão (in memorian) até o Hotel de Anita se localizam no terreno do antigo cemitério.

Túmulos foram encontrados durante reforma de prédio em São João d o Rio do Peixe (Foto: Wlisses Estrela)

O cemitério foi fechado em 1932, com a inauguração do atual localizado na Rua Vidal de Negreiros. Somente as famílias mais abastadas removeram seus entes queridos para o novo local.

DIÁRIO DO SERTÃO com informações, fotos e vídeo de Wlisses Estrela

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