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VÍDEO: A Igreja não é “agência de delinquência”, diz bispo de Cajazeiras sobre escândalo da Arquidiocese

Dom Francisco de Sales pediu respeito à Igreja Católica, pois, segundo ele, a instituição está tratando a questão com responsabilidade e punindo culpados

Por Jocivan Pinheiro

06/02/2019 às 15h07 • atualizado em 06/02/2019 às 15h08

O bispo da Diocese de Cajazeiras, Dom Francisco de Sales, lamentou que a Arquidiocese da Paraíba esteja envolvida em supostos casos de pedofilia praticada por padres, mas pediu que tenham respeito à Igreja Católica, pois, segundo ele, a instituição está tratando a questão com responsabilidade e punindo culpados.

Ao comentar sobre o assunto no programa Balanço Diário, da TV Diário do Sertão, Dom Francisco disse que um dos desafios da Igreja diante do escândalo que repercutiu na imprensa é fazer com que as pessoas não atribuam à própria Igreja um aspecto de “agência de delinquência”.

“O respeito às instâncias é necessário, é essencial. A Igreja tem tratado esses casos com muita responsabilidade. Existem procedimentos internos que são muito sérios. A maioria desses sacerdotes está toda afastada do seu ministério. Acho que o grande desafio é a gente não transformar a igreja como se fosse uma agência de delinquência. A gente não pode chegar a isso”.

Preocupado com a repercussão que o escândalo tomou nas redes sociais, o bispo alerta os internautas para eles tenham cuidado com o compartilhamento de fake news.

“Nós estamos perdendo o senso da verdade. Infelizmente as mídias sociais geram uma verdade muito fluida, muito vulnerável. Um princípio essencial do comunicador cristão é o princípio do Evangelho e eu acho que a gente precisa elevar o nível. Me preocupa muito essa circulação das famosas fake news, que de repente uma mentira insistentemente contada e divulgada aniquila a verdade e a gente acaba falseando a realidade na qual estamos vivendo”.

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Dom Francisco de Sales Alencar Batista, bispo da Diocese de Cajazeiras

Dom Francisco ressalta que a Igreja, enquanto instituição, não pode ser culpada por crimes cometidos por pessoas. Ainda assim, ela está procurando se ‘purificar’ e enfrentar os casos.

“Há um grande sofrimento eclesial, institucional, e a instituição não pode ser simplesmente culpada por realidades que muitas vezes fazem parte da natureza complexa das pessoas, do ponto de vista até de patologias seríssimas. Mas a Igreja tem feito um esforço muito grande de purificação de si mesma e de enfrentamento dessa realidade”.

DIÁRIO DO SERTÃO

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