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VÍDEO: Interdição de escola gera embate entre professores e gerente de Educação na cidade de Cajazeiras

Grupo de professores procurou a TV Diário do Sertão para reivindicar da 9ª Gerência Regional de Educação solução para escola interditada desde o dia 31 de janeiro

Por Jocivan Pinheiro

22/02/2019 às 22h28 • atualizado em 26/02/2019 às 22h02

Um grupo de professores procurou a TV Diário do Sertão nesta sexta-feira (19) para reivindicar da 9ª Gerência Regional de Educação uma solução para o caso da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor Manoel Mangueira, localizada na Zona Norte de Cajazeiras, que está interditada para reforma desde o dia 31 de janeiro deste ano.

De acordo com os professores, o início das aulas do Manoel Mangueira está indefinido porque o imóvel que a 9ª Gerência alugou para servir de escola provisória não tem condições de funcionamento.

Professora Vera Lúcia conta que a casa estava abandonada, com muito matagal e o espaço não comporta a quantidade de alunos matriculados, que passa de 750, segundo ela.

“Quando soubemos do local em que a escola iria funcionar provisoriamente enquanto a reforma acontecia, eu me deparei com uma situação desesperadora, eu me indignei”, disse a professora.

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Casa alugada para funcionar provisoriamente a escola Manoel Mangueira

Professora Vera Lúcia afirma que a escola Manoel Mangueira foi interditada irregularmente, pois, segundo ela, não há laudo técnico justificando essa decisão. Ela diz ainda que a casa alugada não recebeu os móveis e equipamentos necessários para o início das aulas. Mesmo assim, o gerente da 9ª Regional de Educação, Valério Damásio da Mota Silva, teria anunciado que o ano letivo começa na próxima segunda-feira, dia 25.

“O que mais nos chocou é que foi veiculado através do próprio gerente que dia 25 iniciariam as aulas, e ontem a gente foi convocado para dar uma organizada no local. Quando eu cheguei ao local, eu me deparei com essa situação lamentável. O espaço que foi encontrado não abriga 756 alunos. Os acessos, tanto externos quanto internos, são inviáveis, e piorou a situação porque metade do muro da casa foi vendida e está acontecendo nesse momento uma construção dentro do muro da casa que foi alocada”, falou Vera Lúcia.

Ainda de acordo com a professora, cerca de 45 alunos já solicitaram transferência para outra escola por causa do impasse. Ela também acusa o gerente da 9ª Regional de Educação de ter evitado um encontro entre ele e os professores para debater o assunto.

Professores que estiveram na TV Diário do Sertão

Resposta do gerente de Educação

Em contato com o Diário do Sertão, o gerente da 9ª Regional de Educação, Valério Damásio, disse que o imóvel alugado foi sugerido por outros professores e que funcionários de uma Organização Social (OS) que trabalha para o Governo do Estado estão providenciando a limpeza do local e a transferência dos móveis e equipamentos. No entanto, a data para o início das aulas só será definida após uma reunião que está marcada para este sábado com os professores.

“Claro que tudo isso causa um transtorno porque nós temos que tomar uma posição e resolver. Mas depois da reunião de amanhã é que nó vamos ter uma posição concreta”, disse.

Valério explica que se as aulas começarem no referido imóvel alugado, mas não for possível comportar todos os alunos de maneira adequada, a 9ª Gerência de Educação poderá providenciar outro local, inclusive com sugestões dos professores.

Valério Damásio da Mota Silva, gerente da 9ª Regional de Educação em Cajazeiras

Encontro que não aconteceu

Valério Damásio nega ter evitado se reunir com o referido grupo de professores. Ele justifica que o encontro não aconteceu no momento desejado pelo grupo porque já havia agendado um compromisso administrativo em outra cidade e também porque não sabia que os professores o aguardavam naquele instante.

Interdição com laudo

Valério Damásio afirma que o termo de interdição da escola tem laudo técnico assinado pelo engenheiro da OS e autorizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (CREA-PB).

“O que eu quero deixar bem claro é que a gente tem que pensar, no primeiro momento, com relação à estrutura lá, é no bem-estar dos alunos. A estrutura está comprometida, tem que ser feita essa reforma. Já teve casos do reboco do teto da laje cair na cabeça de crianças. Então eu não quero correr esse risco. Falei até para esses mesmos professores que me procuraram que eu não correrei esse risco. Quero ter minha consciência limpa com relação a isso aí”, frisou o gerente.

Crítica aos professores

“O que eu vejo é um grupo de professores que não trazem uma solução para nos ajudar, até porque eu faço uma gestão compartilhada, não tomo decisão só. Prefiro chamar toda a gestão, a comunidade acadêmica, os pais e alguns alunos pra gente poder tomar decisão juntos, já para não dizerem que a gente está tomando a decisão sozinho”, concluiu Valério Damásio.

Casa alugada para funcionar provisoriamente a escola Manoel Mangueira

DIÁRIO DO SERTÃO

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