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Quase seco, açude de Cajazeiras é esquecido; Vereador denuncia que R$ 24 milhões para recuperação ‘sumiu’; População culpa DNOCS

Os ribeirinhos contaram emocionados que estão perfurando poços artesianos nos arredores do açude para não morrerem de sede

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18/08/2015 às 16h26

Projetado para acumular 255 milhões de metros cúbicos de água, o Açude Engenheiro Ávidos (Boqueirão), que fica localizado na Zona Rural de Cajazeiras, registra um dos volumes mais baixos de sua história, consequência da seca que castiga o sertão paraibano há cerca de dois anos.

Boqueirão está com apenas 22,5 milhões de metros cúbicos, cerca de 9% da sua capacidade. A situação, por si só, já seria crítica para qualquer manancial. Mas no caso de Boqueirão é ainda pior, já que ele abastece o município de Cajazeiras e várias outras cidades vizinhas da região.

As consequências da escassez de água são muitas: as que mais afetam a população são os racionamentos, a má qualidade da água e impactos na agricultura e pecuária da região.

O vereador Alysson Lira (Neguim do Mondrian-PDT), lembrou que vem cobrando ações do Governo desde 2013, para recuperação da parede do principal manancial. “A parede está em total abandono. Aqui você não encontra ninguém do DNOCS. Esses representantes só aparecem quando o açude está cheio”.

Neguim do Mondrian declarou que a água está imprópria ao consumo e os ribeirinhos já não utilizam o líquido do local para beber. Ele fez um apelo ao senador Raimundo Lira (PMDB), que é de Cajazeiras, para levar solução para o manancial, no sentido de reservar recursos para recuperação imediata do açude, além de acelerar as obras de transposição do Rio São Francisco.

 

O vereador denunciou ainda, que as obras de recuperação da parede do reservatório, que propagaram está em fase de licitação na cidade de Fortaleza, no Estado do Ceará não existe. “Disseram que são 24 milhões de emenda do senador Vital do Rêgo, mas lá ninguém sabe de nada”.

O motorista Elias Lira, natural de Boqueirão disse que ver a situação do açude com muita tristeza, pois o comércio local era lotado devido ao turismo proporcionado especialmente pela água, além de citar a situação da estada, que liga a BR 230 a comunidade. “Acreditamos na promessa do governador porque é homem de palavra e sabemos que o nosso sonho será realidade”.

 

Ele responsabilizou o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), pela situação do açude e tachou o órgão de irresponsável. “Só serve para liberar água para plantação da cidade de Sousa e hoje a própria plantação não existe por irresponsabilidade do DNOCS”

O ribeirinho Francisco Torres também responsabilizou o DNOCS pela situação crítica do açude de Boqueirão. “Primeiro liberaram água porque a parede não comportava, depois liberaram água sem limite para São Gonçalo. A sorte é que Cajazeiras bateu o martelo e não deixou mais retirar água”

Francisco Torres disse que perfurou um poço para seu consumo, pois a água de Boqueirão não tem qualidade nenhuma mais.

Projeto
A Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) pretende elevar os níveis dos açudes até 2017, sendo que para isso é necessário economizar água até a chegada do próximo inverno. Por isso os municípios estão adotando o racionamento.

No Açude de Boqueirão, a situação está mobilizando representantes do poder público, produtores rurais e líderes comunitários para que outras providências sejam tomadas a fim de evitar o total colapso na região.

DIÁRIO DO SERTÃO

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