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VÍDEO: Idoso vende quebra-queixo há 60 anos na região de Sousa para ‘adoçar a vida’ das pessoas

Em sua velha bicicleta, seu Acácio Neves resiste ao tempo para que a tradição da culinária nordestina não seja extinta e fique apenas no passado

Por Luis Fernando Mifô

19/05/2021 às 18h18 • atualizado em 19/05/2021 às 21h35

A culinária tipicamente nordestina é rica em iguarias que, muito além da função de alimentar, acabam por se tornar símbolos de uma cultura. O Pão de Saóra, que recentemente virou patrimônio cultural e imaterial da Paraíba, é um exemplo disso.

Contudo, alguns costumes e tradições tendem a se extinguir e ficar apenas no passado se não houver pessoas dedicadas a resistir às transformações da contemporaneidade. Seu Acácio Neves, da cidade de Aparecida, no Sertão paraibano, é considerado um desses resistentes.

Graças a ele, uma das iguarias nordestinas mais tradicionais se mantém viva no paladar. O quebra-queixo, que remete principalmente à infância, é o ganha-pão de seu Acácio há cerca de 60 anos.

Com uma bicicleta comprada já no longínquo ano de 2000, o idoso percorre a cidade com a ‘tábua’ de quebra-queixo vendendo em escolas, praças, calçadas ou de porta em porta.

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Os anos de experiência como vendedor de quebra-queixo deram a seu Acácio alguns tinos para o comércio. Um deles é saber que o período da tarde é mais propício para vender o doce. Motivo? “Adoça a vida e toma uma aguinha fria para refrescar. Está feito o negócio”, explica ele.

Para fazer uma tábua de quebra-queixo, seu Acácio usa, em média, 20 cocos, limão e castanha. Leva uma hora para preparar e depois ele sai às ruas para mais um dia de labuta.

Há cerca de 60 anos seu Acácio vende quebra-queixo em Aparecida-PB

O tamanho do pedaço depende do valor pago pelo cliente. E ele garante que, seja qual for a quantia, ninguém fica sem ‘adoçar a vida’: “Se chegar uma criança com dez centavos, eu satisfaço a criança, eu não deixo sem adoçar a vida”, diz o velho vendedor.

E assim seu Acácio vai levando os dias: adoçando a vida em tempos difíceis e mantendo o elo entre passado e presente nas tradições do Nordeste sem deixar perder de vista a honestidade: “O pouco que a gente arruma suado, rende. Só não rende esses dinheiros com enrolada, com falcatrua”, finaliza.

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