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VÍDEO: Delegado revela que HUJB chamou a polícia após constatar lesão em parte íntima de criança

Delegado Francisco Filho disse que a Polícia Civil aguarda o resultado dos exames cadavérico e sexológico para dar seguimento ao inquérito que apura o caso

Por Jocivan Pinheiro

25/04/2022 às 15h31 • atualizado em 25/04/2022 às 15h34

Em entrevista exclusiva para a TV Diário do Sertão, nesta segunda-feira (25), o delegado Francisco Filho revelou que o Hospital Universitário Júlio Bandeira (HUJB) acionou a Polícia Civil após a equipe médica constatar que o corpo da menina Ananda Vitória, 3 anos, apresentava uma lesão na parte íntima.

“Após o falecimento da criança, observou-se uma lesão na parte íntima e que a médica achou por bem acionar para que a Polícia Civil encaminhasse o corpo ao IML”, disse o delegado.

Segundo o relato da mãe, Ananda Vitória passou mal na quinta-feira e recebeu atendimento em um posto de saúde da cidade de Poço de José de Moura. Mas nos dias seguintes o quadro clínico se agravou.

Ananda foi levada duas vezes ao Hospital Municipal de São João do Rio do Peixe. Na primeira, o médico solicitou exames, passou medicação e liberou. No entanto, novamente o estado de saúde piorou e a criança retornou ao hospital de São João. Mas dessa vez a médica entrou em contato com o Hospital Universitário Júlio Bandeira (HUJB), em Cajazeiras, solicitando transferência.

Ana Paula, mãe da garotinha, culpa o HUJB pela morte da sua filha porque, segundo ela, o hospital teria se negado a receber a criança na manhã de sábado, e que o atendimento só aconteceu após ela ter registrado um Boletim de Ocorrência na delegacia. Em nota, o hospital negou essas acusações e disse que fez o que foi possível para salvar a criança.

O delegado Francisco Filho disse que a Polícia Civil aguarda o resultado dos exames cadavérico e sexológico para dar seguimento ao inquérito que apura o caso.

“A médica do hospital diz que tanto pode ter sido um abuso sexual, como a própria doença ter provocado uma lesão na criança. Só que a médica também informou que a lesão estava muito grande para aquele tipo de doença. E somente com o laudo cadavérico e sexológico, é que a gente vai poder apontar se houve algum abuso sexual na criança”.

DIÁRIO DO SERTÃO

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