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VÍDEO: Problema histórico e falta de planejamento urbano agravam enchentes no Sertão, diz engenheiro

O profissional explica que o problema não é só no Sertão, mas em todas as cidades brasileiras. Ele dá detalhes dos grandes erros cometidos pelos gestores

Por Luiz Adriano

03/02/2026 às 18h27 • atualizado em 03/02/2026 às 18h31

Na primeira edição de 2026, da coluna Diário de Obras, exibida nesta terça-feira (03) no programa Olho Vivo da Rede Diário do Sertão, o engenheiro Fernando Figueiredo trouxe um diagnóstico realista do problema enfrentado pelas cidades brasileiras no período chuvoso.

Ele dá exemplos de que cidades do Sertão da Paraíba enfrentam tais situações durante a quadra chuvosa que se dá apenas uma vez no ano, mas mesmo assim, gera transtornos à população.

Segundo Figueiredo, a raiz do problema é histórica e atinge todo o país. As cidades brasileiras, em sua maioria, nasceram às margens de rios e riachos para garantir o acesso fácil à água. O que funcionava para pequenos povoados tornou-se uma armadilha com o crescimento urbano.

Ele explica que no início, a habitação era tranquila, com poucas pessoas, no entanto, com o crescimento das cidades, foram surgindo os problemas.

Segundo Fernando, aliado ao fator histórico, o crescimento desordenado é o grande vilão. No Brasil, o processo de urbanização costuma inverter a lógica do planejamento.

Primeiro surgem as casas e bairros e somente anos depois o poder público chega com calçamento e saneamento.

O resultado dessa conta, segundo o colunista, é a impermeabilização do solo. Sem ter para onde escorrer, a água das chuvas invade residências e destrói vias públicas.

Um Problema de Escala Nacional – Embora o foco da coluna tenha sido o Sertão, Figueiredo ressalta que a deficiência na drenagem urbana é uma ferida aberta em todo o país. Ele cita São Paulo como o maior exemplo de que, independentemente do porte econômico, a falta de planejamento cobra seu preço.

DIÁRIO DO SERTÃO

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