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Música de encerramento da Olimpíada Rio 2016 é de compositor cajazeirense. Confira!

A música do cajazeirense "Mulher Rendeira" foi cantada para centenas de países e bilhões de pessoas no mundo todo.

Por Luzia de Sousa

23/08/2016 às 17h17 • atualizado em 23/08/2016 às 17h20

“Olê mulher rendeira, olê mulher rendar, tu me ensina a fazer renda que eu te ensino a namorar…”, música cantada no encerramento das Olimpíadas 2016, nesse domingo (21), no Rio de Janeiro é de autoria do compositor cajazeirense Zé do Norte.

A música do cajazeirense “Mulher Rendeira” foi cantada para centenas de países e bilhões de pessoas no mundo todo.

As rendeiras usam às mãos com agilidade para dar vida a pedacinhos de obra de arte que compõem os mais diferentes objetos e tecem histórias.

As rendeiras do Brasil, patrimônio cultural do Nordeste, foram homenageadas durante a cerimônia de encerramento da Rio 2016.

Isto porque estas mulheres simbolizam o que ainda nos resta do feito à mão, do artesanato, do registro do cotidiano em um tempo mais lento – o manual.

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Quem é Zé do Norte?
Zé do Norte nasceu em Cajazeiras em 18 de dezembro de 1908 e migrou para o Rio de Janeiro em 1926, ao completar 18 anos. Se vivo estivesse estaria completando, em 2009, 101 anos de uma vida marcada por intensa ligação com seu povo e sua cultura e por belíssimas músicas que fazem parte do cancioneiro nacional.

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Zé do Norte saiu de Cajazeiras praticamente analfabeto. Lá, foi funcionário da limpeza de um colégio particular e mesmo propondo trabalhar de graça para poder estudar, não foi aceito por que, conforme lembra nas suas memórias, o então diretor o informou que “aquele era um colégio exclusivo para pessoas de família”. Mesmo assim, sem chances de obter educação formal, Zé não abriu mão de adquirir sólida formação humanista, que foi decisivo para vinculá-lo as suas raízes e produzir uma música bela e evocativa dos sentimentos de sua gente. Zé produziu cerca de 200 obras musicais, boa parte carecendo de um trabalho de catalogação. Sua obra é cantada hoje no Brasil e no exterior, embora nem sempre a fonte seja citada.

No período mais fértil da carreira de Joan Baez, ali nos anos 60, vários artistas, como Bob Dylan e a própria Baez foram buscar no folclore americano e na música da América Latina fonte de inspiração. E é num de seus primeiros discos, o “Joan Baez 5”, que encontramos a “Mulher Rendeira”, com o título de “O Cangaceiro” e com o Zé do Norte com seu nome de batismo completo, Alfredo Ricardo do Nascimento. Nesse mesmo disco, Baez gravou a “Quinta Bachiana”, de Villa-Lobos.

DIÁRIO DO SERTÃO

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