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Teatro ICA pede socorro em CZ

ACATE e ASPEC denunciam desmandos de direção atual

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14/01/2010 às 18h28

Em nota divulgada na última terça-feira, 12, pela Associação Cajazeirense de Teatro, e pela Associação de Produtores de Eventos Culturais, que são os artistas cajazeirenses e cajazeirados, veio à público informar que o Teatro Íracles Pires está precisando de socorro junto às autoridades competentes quanto aos desmandos praticados pela direção desta Casa de Espetáculos.

Descaso
Segundo os artistas do teatro, os responsáveis pela direção estão descumprindo a sua função sócio-cultural, alugando o espaço que fica ao lado desta casa para fins particulares, desrespeitando este local que está destinado para os ensaios dos grupos teatrais, pois este lugar foi construído com recursos públicos.

“A praça pública do Teatro Íracles Pires (ICA) onde os grupos de artistas se reuniam e ensaiavam os seus pequenos espetáculos, foi transformada em uma grande CHOPERIA particular sem a devida autorização do setor competente, e sobre a revelia do setor artístico”, relatou a Associação das Entidades Culturais, ACATE e ASPEC.

Altas despesas
De acordo com a ACATE e a ASPEC, as despesas de água e luz do teatro estão em torno de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por mês, e estão sendo pagas pelo governo do Estado da Paraíba, ou seja, com o dinheiro público, o que caracteriza uma ação indevida.
“Os preços cobrados pela CHOPERIA particular são os mais caros da cidade, onde deveria ser mais em conta, haja vista que as despesas de água e luz são pagas pelo Governo do Estado, ou seja, estão transformando um setor público num privado”, divulgou a Associação.

Revolta
Os artistas do teatro estão bastante revoltados com tamanho abandono que se deu neste importante setor cultural de Cajazeiras e região, pois segundo eles há diversos problemas que precisam ser resolvidos, pois não há política de distribuição de pautas para ensaios e apresentações artísticas, o segmento teatral não dispõe de espaço no Teatro ICA para ensaiar os seus espetáculos, a direção foi resumida em apenas um diretor que presta serviços em um banco comercial da cidade, e não tem tempo para manter a casa aberta ao público interessado, e a pauta do teatro para grupos locais foi majorada de R$ 50,00 (cinqüenta reais), para R$ 80 (oitenta reais), desrespeitando um acordo junto ao Ministério Público.

Providências
A Associação das entidades culturais de Cajazeiras (ACATE e ASPEC) esperam que as autoridades competentes tomem as devidas providências para o resgate da nossa cultura local que atualmente está abandonada, a favor de serviços particulares, o que é proibido pela lei do Ministério Público.

Em nota, a Associação da ACATE e ASPEC lembram que o Teatro ICA durante o período de 1985 e 2003 foi administrado por diretores escolhidos pela Classe Artística através de eleições diretas e democráticas, o que não acontece mais.

RAQUEL ALEXANDRE
Da Redação do Diário do Sertão

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