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VÍDEO: Fundadora do ensino nas penitenciárias de Cajazeiras fala sobre os desafios da educação prisional

Professora Maria Viana foi responsável pela difusão da educação prisional no Sertão do estado

Por Jocivan Pinheiro

19/12/2017 às 15h16 • atualizado em 19/12/2017 às 19h41

A professora aposentada Maria Viana prestou grande serviço educacional nas salas de aula das escolas e também em cadeias e presídios do Sertão da Paraíba.

Ela foi responsável pela difusão da educação prisional exercendo papel social de grande respaldo, fazendo com que detentos e detentas utilizassem o tempo de forma proveitosa, dando-lhes oportunidade para terem acesso a conhecimentos básicos, contribuindo diretamente para a ressocialização e ainda reduzindo tempo de penas.

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Na sexta-feira (15), a diretoria da Penitenciária Padrão Regional de Cajazeiras inaugurou uma biblioteca para os apenados e aproveitou para prestar homenagem à educadora, dando à biblioteca seu nome: Professora Maria Viana Filha.

Emocionada, ela agradeceu pelo reconhecimento e enalteceu o poder da educação para a transformação das pessoas: “Para mim é uma enorme satisfação. A educação é a maior forma de conscientização para o ser humano”, frisou.

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Professora Maria Viana

Professora Maria Viana assumiu a direção da cadeia pública de Cajazeiras em 1996 e rapidamente implantou o sistema de educação prisional. Mas no começo enfrentou resistência dos professores, pois eles tinham medo de dar aulas para detentos. Por isso ela mesma encarou o desafio e lecionou até 2006.

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Enquanto isso, também foi nomeada para coordenar o sistema em unidades prisionais de Patos, Sousa e região de Cajazeiras. Graças a ela, os professores passaram a ter coragem de lecionar nas unidades. A possibilidade de redução de pena por dias de estudos também ajudava a manter os detentos interessados no projeto.

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Perguntada se não tinha medo de lecionar nas prisões, ela responde: “Só precisa a gente saber lidar com o preso, saber como tratar o preso, que eles não fazem nada. Graças a Deus trabalhei 23 anos no sistema penitenciário e nunca sofri nada de preso nenhum, nunca me faltaram com respeito.”

Agora aposentada, professora Maria Viana tem consciência de que deixou um legado marcante: “Muitos deles, quando saíram, continuaram com os estudos. Até hoje eles me agradecem. Eu colhi frutos bons. Por isso que hoje ainda continuam as aulas. Então para mim é uma enorme satisfação.”

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