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VÍDEO: Por causa de cortes, diretor teme que a UFCG só funcione plenamente até setembro em Cajazeiras

Antônio Fernandes conclama a sociedade para defender a universidade e a futura construção do novo Hospital Universitário, que já sofreu baixa na sua verba

Por Jocivan Pinheiro

23/05/2019 às 15h50 • atualizado em 23/05/2019 às 15h52

O reitor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Vicemário Simões, esteve no campus de Cajazeiras, nesta quinta-feira (23), para conversar com professores, estudantes e administradores sobre o bloqueio de recursos do Governo Federal que vai afetar todos os campus da UFCG no estado.

Vicemário afirma que a comunidade acadêmica está atenta às medidas do governo e engajada na luta pela tentativa de reverter o bloqueio.

Ele explica que algumas obras para as quais já havia recursos garantidos continuarão em andamento no campus de Cajazeiras. Enquanto isso, a direção geral da UFCG ainda realiza um estudo mais aprofundado do impacto do bloqueio em cada campus.

“É um momento diferenciado para nós e nos pegou de surpresa. Mas eu estou percebendo que a comunidade está atenta a essa momento e organizada. Nós estamos todos juntos para tentar reverter esse quadro o mais depressa possível e quiçá solicitemos para o ano que vem mais ampliação de orçamento para as universidades como um todo”.

VEJA TAMBÉM: Estudantes da UFCG e IFPB de Sousa fecham rodovia em protesto contra cortes de Bolsonaro na educação

Vicemário Simões, reitor da Universidade Federal de Campina Grande

Já o diretor do campus de Cajazeiras, Antônio Fernandes, diz que o impacto negativo já começou a partir do anúncio do bloqueio, pois a direção teve que cancelar, como medida preventiva, a realização de atividades como congressos e aulas de campo.

Antônio Fernandes teme que o campus de Cajazeiras só funcione em sua plenitude até setembro, caso o governo persista no bloqueio. Ele conclama a sociedade para defender a universidade e a futura construção do novo Hospital Universitário, que já sofreu baixa na sua verba.

“Caso esse bloqueio continue há uma grande expectativa negativa até mesmo com o fechamento desses órgãos. Conclamamos a população para defender as universidades, institutos e hospitais como espaços de cidadania, de soberania nacional e de possibilidades econômicas também”.

Antônio Fernandes, diretor do campus da UFCG em Cajazeiras

DIÁRIO DO SERTÃO

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