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VÍDEO: Professor Ivo Lavor aponta estratégias para dialogar com a nova geração

Educador da geração X analisa choques de autoridade e aponta caminhos para engajar jovens no processo educativo

Por Luiz Adriano

20/01/2026 às 17h15 • atualizado em 20/01/2026 às 17h20

Na Coluna “Diário Educação” desta semana, o professor Ivo Lavor trouxe uma reflexão sobre os desafios — e as virtudes — da chamada “nova geração”, especialmente no contexto educacional.

O educador desmonta um discurso recorrente entre profissionais mais experientes: o de que existe uma “geração estragada”. Para ele, essa leitura é simplista e injusta.

“Não existe geração estragada. Existe geração com problemas e existe geração com virtudes”, pontuou.

Segundo Lavor, muitos dos conflitos vividos hoje por educadores — sobretudo da geração X — decorrem de uma diferença profunda na forma como a autoridade foi construída ao longo do tempo. Ele relembra que sua geração foi educada sob uma lógica rígida: mandava-se e obedecia-se, sem espaço para questionamentos.

“Quem estava no lugar de mandar merecia obediência. A gente fazia porque tinha que fazer”, explicou.

A nova geração, no entanto, funciona sob outra lógica. De acordo com o professor, crianças, jovens e adultos mais novos precisam encontrar sentido, explicação e propósito nas tarefas que lhes são propostas. Eles foram criados em um contexto no qual tudo é explicado — inclusive as regras mais simples do cotidiano.

Lavor usa um exemplo comum para ilustrar essa mudança cultural.
“Antes era ‘come porque eu estou mandando’. Hoje é ‘coma verdura porque isso vai te nutrir, te fazer bem’”, destacou.

Estratégias – Diante disso, o educador propõe a primeira estratégia para quem trabalha com essa geração: desenvolver a habilidade de explicar. Para ele, ensinar sem dar sentido é um erro pedagógico que gera resistência e desengajamento.

“Nós precisamos ter a expertise de explicar para dar propósito, para dar sentido ao que estamos ensinando”, afirmou.

A segunda estratégia apresentada por Ivo Lavor está ligada ao protagonismo. Segundo ele, essa geração se move quando se sente especial, importante e reconhecida. Colocar jovens em posições de responsabilidade — mesmo quando parecem despreparados — é fundamental para o processo educativo.

“Mesmo que a gente ache que eles não sabem fazer, eles têm uma experiência prévia. Colocá-los em situações de protagonismo faz com que se sintam relevantes”, ressaltou.

Para o professor, mais do que impor ordens, educar hoje exige diálogo, explicação e confiança. A nova geração não rejeita limites, mas precisa compreender o porquê deles — e sentir que faz parte do processo.

A coluna Diário Educação vai ao ar semanalmente dentro do Olho Vivo, na Rede Diário do Sertão.

Clique aqui e saiba mais sobre o professor Ivo Lavor. Acesse seu canal do Youtube aqui.

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