header top bar

José Antonio

section content

Nos caminhos da saudade

16/01/2026 às 21h11

Coluna de José Antonio

Por José Antonio – Outro dia fiquei um bom tempo conversando com um velho amigo e conterrâneo, que vive pelo mundo, queria saber as novidades de Cajazeiras. Foi um encontro casual, numa das minhas andanças, também pelos caminhos do Nordeste. E me dizia: – “sinto saudades de Cajazeiras. Não há vida boa a não ser na minha terrinha”. Fiquei matutando: …pensei que só quem queria bem e sentia saudades de Cajazeiras era eu.

Conversa vai, conversa vem e começamos a fazer uma relação do que existia de bom em nossa cidade. Resolvemos não lembrar as nossas mazelas. Basta de conversar sobre o que ruim. E listamos:

A sombra da cajazeira da biblioteca e dos pés de oiticica ao lado câmara;

A cerveja e o bate papo do bar do Hilário, que infelizmente partiu para a eternidade, deixando saudades.

LEIA TAMBÉM:

A pipoca de Lira, na rodoviária velha;

Comprar frutas fresquinhas na feira do sábado, na Praça Coronel Matos;

Comprar carne de bode e “fuçura” no açougue da Camilo de Holanda;

Comer tucunaré e pirão de peixe na Art Choperia;

Paquerar e dançar nos finais de semana no Leblon;

Sentar nos bancos do balde do açude e contemplar o por do sol;

Assistir as partidas do Atlético contra o Sousa, no Perpetão;

Tomar banho no pé das comportas do Açude do Boqueirão;

Comer galinha de capoeira no bar de Seu João, no parque de exposição;

O pirão de galinha de capoeira do no Bar dos Anões;

Tomar banho na piscina do Campestre;

Tomar uma cachaça bem “friinha” no Bar da Graxa de Pedro e Vera;

Comprar carne de porco nos açougues da Asa Sul;

Ser ou ter sido aluno de Carmelita Gonçalves;

Rezar na igreja Nossa Senhora de Fátima;

Os forrós de pé de serra nos sítios do município; ;

Comer “rubacão” com bode cozinhado e pão de milho no bar de Sávio de Ercilio;

Tomar caldo de cana com pão doce no Mercado Central, que vai passar por uma reforma, mas a única coisa que não vai poder faltar;

Andar no Táxi de Ratinho, o mais antigo da Praça Coração de Jesus;

Contemplar a cidade do alto morro do Cristo Redentor;

Ouvir Frei Damião rezando o Pai-nosso, as seis da tarde na Alto Piranhas;

O queijo de manteiga da “bodega” de Jaiminho, na Padre José Tomás;

Ouvir a Banda Santa Cecília, conduzida pelo Maestro Dedé e

Depois de tanta conversa sentamos em uma mesa do shopping, pedimos um sorvete de cajá, para de longe, sentirmos o gostinho de nossa terrinha. É nisso que resulta quando dois cajazeirenses apaixonados por sua cidade se encontram: falar e falar de sua terra, feito dois adolescentes.


Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Sistema Diário de Comunicação.

José Antonio

José Antonio

Professor Universitário e Diretor Presidente do Sistema Alto Piranhas de Comunicação.

Contato: [email protected]

José Antonio

José Antonio

Professor Universitário e Diretor Presidente do Sistema Alto Piranhas de Comunicação.

Contato: [email protected]

Recomendado pelo Google: