Nos caminhos da saudade

Por José Antonio – Outro dia fiquei um bom tempo conversando com um velho amigo e conterrâneo, que vive pelo mundo, queria saber as novidades de Cajazeiras. Foi um encontro casual, numa das minhas andanças, também pelos caminhos do Nordeste. E me dizia: – “sinto saudades de Cajazeiras. Não há vida boa a não ser na minha terrinha”. Fiquei matutando: …pensei que só quem queria bem e sentia saudades de Cajazeiras era eu.
Conversa vai, conversa vem e começamos a fazer uma relação do que existia de bom em nossa cidade. Resolvemos não lembrar as nossas mazelas. Basta de conversar sobre o que ruim. E listamos:
A sombra da cajazeira da biblioteca e dos pés de oiticica ao lado câmara;
A cerveja e o bate papo do bar do Hilário, que infelizmente partiu para a eternidade, deixando saudades.
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A pipoca de Lira, na rodoviária velha;
Comprar frutas fresquinhas na feira do sábado, na Praça Coronel Matos;
Comprar carne de bode e “fuçura” no açougue da Camilo de Holanda;
Comer tucunaré e pirão de peixe na Art Choperia;
Paquerar e dançar nos finais de semana no Leblon;
Sentar nos bancos do balde do açude e contemplar o por do sol;
Assistir as partidas do Atlético contra o Sousa, no Perpetão;
Tomar banho no pé das comportas do Açude do Boqueirão;
Comer galinha de capoeira no bar de Seu João, no parque de exposição;
O pirão de galinha de capoeira do no Bar dos Anões;
Tomar banho na piscina do Campestre;
Tomar uma cachaça bem “friinha” no Bar da Graxa de Pedro e Vera;
Comprar carne de porco nos açougues da Asa Sul;
Ser ou ter sido aluno de Carmelita Gonçalves;
Rezar na igreja Nossa Senhora de Fátima;
Os forrós de pé de serra nos sítios do município; ;
Comer “rubacão” com bode cozinhado e pão de milho no bar de Sávio de Ercilio;
Tomar caldo de cana com pão doce no Mercado Central, que vai passar por uma reforma, mas a única coisa que não vai poder faltar;
Andar no Táxi de Ratinho, o mais antigo da Praça Coração de Jesus;
Contemplar a cidade do alto morro do Cristo Redentor;
Ouvir Frei Damião rezando o Pai-nosso, as seis da tarde na Alto Piranhas;
O queijo de manteiga da “bodega” de Jaiminho, na Padre José Tomás;
Ouvir a Banda Santa Cecília, conduzida pelo Maestro Dedé e
Depois de tanta conversa sentamos em uma mesa do shopping, pedimos um sorvete de cajá, para de longe, sentirmos o gostinho de nossa terrinha. É nisso que resulta quando dois cajazeirenses apaixonados por sua cidade se encontram: falar e falar de sua terra, feito dois adolescentes.
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