Perdemos mais uma

Por José Antonio – Na opinião de alguns velhos e combativos amigos, externada nas últimas semanas: “Cajazeiras precisa gritar”, mas o nosso silêncio é o dos vencidos. Também concordo pelo grito, mas infelizmente, emudecemos, estamos calados, silenciados. Estamos vencidos.
A luta de Edme Tavares e de Raimundo Lira, dois ilustres parlamentares cajazeirenses, pode ainda não ter sido em vão. Eles ajudaram na fundação e construção da antiga Escola Técnica Federal e Cajazeiras lutava por mais e desejava vê-la transformada numa unidade aonde todas as decisões emanassem dela mesma, dos seus discentes, docentes e corpo administrativo. Esta luta quem venceu foi Patos.
Ultimamente perdemos a competência e a capacidade de cobrar com mais veemência as obras estruturantes que tanto necessitamos para a construção de uma sociedade menos penalizada e sofrida.
Faltou o quê? Na minha modesta opinião uma voz forte e aguerrida no Parlamento Nacional. A esperança morreu? Acredito que não. Não podemos viver sem nossos sonhos e nossas esperanças.
A nossa batalha para ver crescer cada vez mais a educação no nosso município, ao perdermos a nossa independência como membro dos institutos federais de educação, não poderá jamais fraquejar.
Felizmente, há oito anos tivemos “um louco” que passou pela prefeitura de Cajazeiras e a tirou do CADIM, onde passamos muitos anos “impedidos” de receber verbas federais, principalmente as oriundas dos parlamentares, que recebiam os nossos votos, mas não podiam fazer nada porque o nome do município estava “sujo”. Este fato nos levou a perder muitas posições no cenário econômico da Paraíba.
Quem vem contribuindo pelo desenvolvimento do município é a classe empresarial, que através do comércio, que é a grande vocação da cidade, associado aos avanços do setor educacional do Ensino de 3º Grau e as verbas oriundas do estado e da União, que aportam nos cofres do município. O setor industrial está muito aquém de nossas potencialidades ao compararmos aos municípios de Sousa e Patos.
Um grande amigo, escritor e confrade, Sebastião Moreira, em recente encontro, me disse acreditar que a perda da reitoria do IFPB, poderá abrir fronteiras e caminhos para sermos a sede da Universidade Federal do Sertão, principalmente neste momento da disputa eleitoral para o governo do estado e do parlamento brasileiro. Será possível comprometer os que vão ser votados em Cajazeiras? É uma hipótese plausível. Precisamos fazer um volumoso movimento e retomar com mais afinco a luta por sua criação.
O escritor Erico Veríssimo escreveu: “enquanto uns constroem moinhos de ventos outros constroem barreiras, quando chegam os ventos das mudanças”. Cajazeiras precisa destruir as barreiras que impedem as mudanças e sair definitivamente deste triste cenário de comodismo e acordar deste silêncio de cidade vencida e partir para luta. Precisamos pensar muito grande, tão grande o foi Padre Rolim.
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