GAZETA: 27 anos ajudando na construção e memória da História

Por José Antonio – Neste dia Primeiro de Janeiro de 2026, estamos completando 27 anos de existência. Com a edição 1413º iniciamos o nosso 28º ano. Ao longo deste período publicamos mais de 20 mil reportagens, 16 mil pequenas noticias, 3 mil artigos opinativos, dezenas de poesias, mais de 2 mil colunas com artigos dos colaboradores, dezenas de cadernos especiais, 26 edições comemorativas do Dia da Cidade e mais de 18 mil fotografias. Todo este acervo está impresso em mais de 17 mil páginas.
Na História da Imprensa Escrita de nossa cidade, o GAZETA, passa a ser o que tem vida mais longa, o que não deixa de ser, para todos nós, um motivo de imensurável valor e um grande orgulho.
Um projeto que foi sonhado durante trinta anos, no inicio dos anos setenta, em 1999, no dia primeiro de janeiro, começava a se tornar realidade e nascia a primeira edição, o que para alguns, já surgia com o estigma de que poucos meses duraria, a exemplo de outros periódicos.
Com obstinação, coragem, determinação, audácia e desprendimento partimos para o desafio. Sabíamos das dificuldades que íamos enfrentar, além do total descrédito, que por incrível que pareça, ainda hoje existe, principalmente quando o jornal atrasa, por culpa dos correios, em algumas regiões do Brasil, recebemos um telefonema acompanhado da seguinte observação: “pensei que tinha fechado”.
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Passados estes 27 anos procuramos sempre deixar registrados os fatos que a equipe, nunca uma única pessoa, imaginava ser os mais importantes da semana. É claro, e isto nós reconhecemos, que na seleção, existia sempre a subjetividade e a maneira de ver e analisar de cada um na hora de escrever a noticia.
Como toda pequena empresa, temos as nossas imensas dificuldades, mas sempre superadas com a ajuda de muitos amigos e principalmente de nossos anunciantes e colaboradores. Reconhecemos também as nossas limitações e temos a consciência que precisamos melhorar em todas as áreas do jornalismo impresso, principalmente na distribuição, mas são obstáculos que desejamos e temos a determinação de superá-los.
O que nos anima e nos conforta nesta difícil jornada são os muitos depoimentos que tenho recebido sobre o nosso GAZETA, além de ter me proporcionado ampliar por centenas de vezes o número de amigos e também de poder patrocinar a aproximação de muitos cajazeirenses espalhados por rincões brasileiros.
Ao longo destes anos, várias foram as emoções e muitas vezes fiquei admirado e gratificado ao ver um homem/mulher sair de sua residência, da periferia, de uma rua sem calçamento, sem esgoto, sem iluminação pública e percorrer um longo trajeto até a nossa sede para comprar um exemplar do GAZETA e consigo trazer 30 moedas de 10 centavos para pagar e sempre faço as mesmas perguntas: para quem é este jornal? Qual a matéria que lhe interessa? Qual o seu grau de escolaridade? Depois do diálogo fico muito satisfeito e emocionado. Sempre que acontece um fato deste, fico durante dias com a alma e o coração cheios de alegrias ao constatar que pessoas simples e humildes têm prazer de ler o nosso jornal. É a lição da perseverança.
O resgate de nossa bela história e o registro dos fatos atuais que será a história no amanhã têm sido a nossa principal meta. Cajazeiras era uma cidade sem memória, sem registro continuo dos atos de seu povo e de sua gente. Digo, sem modéstia, que nenhum pesquisador poderá escrever a nossa história, nas últimas décadas, sem se debruçar sobre os arquivos do nosso GAZETA, a exemplo de várias pesquisas que estão sendo feitas por universitários tendo como fonte o nosso acervo.
Queremos agradecer aos assinantes, aos anunciantes, colaboradores, e funcionários por mais esse ano que passamos juntos e queremos desejar a todos muitos sucessos e bonança no ano de 2026.
É nosso desejo, eu e Antonieta, que possamos continuar a ajudar na construção e preservação de nossa de História.
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