VÍDEO: Amorosidade na educação vai além do discurso; professor defende ação pedagógica concreta
Segundo Ivo Lavor, tratar a amorosidade apenas como sentimento pode levar a uma compreensão limitada do processo educativo, restrita à intencionalidade
No quadro Diário Educação, exibido semanalmente no programa Olho Vivo, da Rede Diário do Sertão, o professor Ivo Lavor trouxe uma reflexão profunda sobre a amorosidade na educação, ressaltando que o tema vai muito além do afeto ou do sentimento de gostar de ensinar.
Ao abordar o assunto, o educador destacou a importância de dialogar com dois grandes pensadores da pedagogia: Johann Heinrich Pestalozzi e Paulo Freire. Segundo ele, tratar a amorosidade apenas como sentimento pode levar a uma compreensão limitada do processo educativo, restrita à intencionalidade. “É necessário acrescentar o fazer pedagógico, aquilo que se concretiza na prática”, enfatizou.
Inspirado em Pestalozzi, Ivo Lavor explicou que a amorosidade, quando vivida de forma consciente, promove a autoeducação. Esse movimento envolve tanto quem ensina quanto quem aprende. Pais e professores, movidos pelo compromisso amoroso com a educação, passam a se mobilizar constantemente: pesquisam mais, planejam melhor, desenvolvem ações e qualificam seus afazeres pedagógicos para que o processo educativo seja, de fato, significativo.
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Do outro lado, quem aprende também se mobiliza. O aluno — ou, como o professor definiu, o apreendente — sente-se motivado a apresentar resultados àquele com quem mantém um vínculo de amor e respeito, seja o professor, o pai ou um líder educativo. Esse desejo de corresponder fortalece o aprendizado e impulsiona o desenvolvimento pessoal, consolidando a autoeducação.
Necessidade da prática – Durante o programa, Ivo Lavor reforçou que a amorosidade é “super necessária” e que a discussão precisa estar cada vez mais presente nos processos formativos e nos espaços que formam pessoas. Para ele, não se trata apenas de afirmar “eu amo dar aula” ou “eu amo meus alunos”, mas de transformar esse sentimento em ação pedagógica concreta.
“Além do prazer, da afetividade e do amor pelo que se faz, há uma mobilização real — do educador e dos educandos — no sentido de aprender e ensinar melhor”, afirmou. O professor concluiu defendendo que a educação precisa, cada vez mais, estar envolvida nesse ato pedagógico eficaz, no qual a amorosidade se expressa em compromisso, prática e transformação.
A reflexão apresentada no Diário Educação reforça a ideia de que educar com amor é, sobretudo, educar com responsabilidade, intencionalidade e ação.
Clique aqui e saiba mais sobre o professor Ivo Lavor. Acesse seu canal do Youtube aqui.
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