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A cura definitiva da cegueira: pesquisadores descobrem como curar e restaurar a visão

Os cientistas restauraram com sucesso a visão em camundongos por meio da ativação de células-tronco da retina, algo que nunca foi feito antes.

Por Cura pela Natureza

24/08/2018 às 08h02 • atualizado em 23/08/2018 às 17h31

Cura para esse mal é descoberta por cientistas

A retina é um tecido sensível à luz, na parte posterior do olho, onde começa o processo de visão.

Ela age como se fosse o filme de uma câmera fotográfica, recebendo e processando tudo o que vemos.

Nela se encontram células denominadas fotorreceptores, porque convertem a luz em impulsos elétricos que levam mensagens ao cérebro, onde o processo da visão realmente ocorre.

Quando essas células se degeneram, perdem a capacidade de transmitir imagens ao cérebro.

É quando ocorre a cegueira.

Curioso, não?

Desses, 528 mil são cegos e mais de seis milhões possuem baixa visão, ou seja, têm dificuldade permanente para enxergar.

Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 80% dos casos de cegueira ou deficiência visual do mundo poderiam ser evitados por meio de ações preventivas de doenças como glaucoma e degeneração macular.

Mas a boa notícia ainda está por vir.

Parece que já é possível restaurar a visão usando células-tronco da retina, de acordo com pesquisadores do Monte Sinai, maior sistema de fornecimento integrado de saúde da cidade de Nova Iorque.

Os cientistas restauraram com sucesso a visão em camundongos por meio da ativação de células-tronco da retina, algo que nunca foi feito antes.

O estudo, publicado na edição on-line da revista Nature, poderia transformar o tratamento de pacientes com doenças degenerativas da retina, que atualmente não têm cura.

“Este estudo abre um novo caminho para potencialmente tratar doenças que cegam, manipulando nossa própria capacidade regenerativa de autorreparo”, explicou o investigador principal Bo Chen, PhD, professor associado de oftalmologia e diretor do Programa de Células-tronco Oculares da Faculdade de Medicina de Icahn, no Monte Sinai.

“Este é o primeiro passo para encontrar curas promissoras que envolvam a regeneração da retina, em oposição aos já existentes procedimentos invasivos.”

No peixe-zebra, por exemplo, as células gliais de Müller (MGs) são uma fonte de células estaminais da retina que podem reabastecer os neurônios da retina danificados e restaurar a visão.

Nos mamíferos, os MGs não possuem capacidade regenerativa após a perda dos fotorreceptores e, portanto, os danos na retina não podem se corrigir.

Como resultado, em pacientes com doenças como degeneração macular ou retinite pigmentosa, que matam as células da retina, a progressão da doença é muitas vezes irreversível.

Os pesquisadores levantaram a hipótese de que poderiam, de alguma forma, reativar os MGs e trazer de volta a visão.

Uma equipe de cientistas fez uma transferência de genes em duas etapas para reprogramar MGs em ratos cegos.

Primeiro, eles ativaram células-tronco dormentes para se tornarem células-tronco ativas.

A segunda etapa envolveu outra transferência de genes para ajudar as células-tronco a se desenvolverem em células fotorreceptoras de bastonetes.

As células fotorreceptoras da haste são o tipo de célula mais abundante na retina e o primeiro passo para detectar a luz na retina.

Eles então transmitem para outras células da retina, que enviam sinais para o cérebro, permitindo a visão real.

Após essa reprogramação em duas etapas, os pesquisadores descobriram que novos fotorreceptores de haste foram gerados e integrados à estrutura retiniana existente.

Eles não viram diferença entre essas novas células e as células fotorreceptoras de bastão.

Essas células percebiam a luz, que então acionava a informação a ser enviada para o córtex visual (cérebro) e restaurava a função da via visual.

Entre quatro e seis semanas após a reprogramação, os ratos cegos foram capazes de sentir luz e recuperar sua visão.

Embora a visão tenha sido restaurada em algum grau, os pesquisadores não conseguiram medir o grau de melhoria e devem fazer mais testes para descobrir.

“Isso pode levar a oportunidades extraordinárias no futuro, em que poderemos usar a mesma estratégia para reativar essas células-tronco no olho humano doente”, disse Chen.

“Se isso funcionar, pode transformar a forma como tratamos pacientes com doença retiniana e possivelmente aprender a curar outros tipos de doenças oculares, como o glaucoma”.

Fonte: https://www.curapelanatureza.com.br/post/08/2018/cura-definitiva-da-cegueira-pesquisadores-descobrem-como-curar-e-restaurar-visao

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