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Substância potencialmente cancerígena encontrada em alimento muito consumido no café da manhã

Eles fazem parte do café da manhã de muitas pessoas e talvez até do seu.

Por Cura pela Natureza

02/09/2018 às 08h49 • atualizado em 01/09/2018 às 15h51

Café da manhã (Foto: kajakiki/iStock)

Os cereais matinais, como aveia, granola e castanhas, são, além de saborosos, bastante saudáveis e nutritivos.

Eles fazem parte do café da manhã de muitas pessoas e talvez até do seu.

E são uma ótima opção para começar o dia, certo?

Parece que não.

Ou, nem sempre.

O grupo de defesa do consumidor Environmental Working Group (EWG) divulgou recentemente um relatório que descobriu que o glifosato, um herbicida considerado pelo Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIRC) genotóxico e cancerígeno para o homem, está presente em grande parte dos cereais matinais testados.

O relatório, que foca em cereais, barras de granola e aveia, revelou que dos 45 produtos testados apenas dois estavam livres de traços do herbicida.

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Doze amostras continham quantidades de glifosato, que eram mais baixas do que o EWG acredita serem prejudiciais ao consumo, e 31 das amostras continham níveis de glifosato mais altos do que esse valor de referência.

“O glifosato tem sido associado a um risco elevado de câncer e classificado pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer como provavelmente carcinogênico para humanos”, disse Olga Naidenko, conselheira científica sênior da EWG para saúde ambiental infantil.

O perigo do glifosato, porém, é ainda contestado.

Segundo Olga, a substância foi introduzida no mercado consumidor dos EUA em 1974, e em 1985 a Agência de Proteção Ambiental (EPA) determinou que o herbicida seria “possivelmente carcinogênico para humanos”.

Mas, em 1991, a agência rescindiu essa determinação, declarando evidência de não carcinogenicidade em humanos.

De lá para cá, as controvérsias a respeito dos malefícios causados pelo glifosato continuam.

Como alega Naidenko, a Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer, IARC, determinou, em 2014, que o glifosato possui sim um risco de causar câncer considerável.

“A IARC é como uma bíblia na área. Há muito tempo é reconhecida como a única agência que analisa produtos químicos ambientais e sua carcinogenicidade”, diz Alex Lu, professor associado de biologia da exposição ambiental em Harvard.

A conclusão da IARC, diz ele, “foi muito importante porque todos estão expostos a um pouco de glifosato, já que a substância é muito usada”.

De fato, o glifosato, disponível aos agricultores como o herbicida Roundup, é o herbicida mais usado no mundo e aplicado em 90% das lavouras de soja no Brasil, por exemplo.

Há mais ou menos uma década, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está avaliando se o glifosato é perigoso para saúde e se pode causar câncer.

Enquanto isso, seu uso global continua a crescer.

E o glifosato não é apenas um matador de ervas daninhas.

Também é pulverizado em algumas culturas de grãos, como aveia e trigo, antes da colheita para acelerar a secagem.

Depois de tratados, esses grãos fazem o seu caminho para os alimentos do café da manhã, contendo traços – que a Food and Drug Administration (FDA, a Anvisa dos EUA) afirma serem seguros – do herbicida.

Mas qual é afinal a quantidade permitida para o consumo?

Organizações de defesa, como o EWG e a Alliance for Natural Health, discordam das diretrizes de risco estabelecidas pelos órgãos reguladores dos EUA para o herbicida.

“A preocupação com o glifosato é a exposição a longo prazo”, diz Naidenko.

“A maioria das agências de saúde diria que uma única porção não causa efeitos graves. Mas pense em comer alimentos populares, como aveia, diariamente ou quase todos os dias… Ao longo dos anos acumulando no nosso corpo, essas pequenas quantidades da substância podem causar danos à saúde”, explica.

Alex Lu permanece duvidoso sobre a FDA e sobre quem declara que o glifosato provavelmente não é cancerígeno.

Parte do problema, diz ele, é que o herbicida tem sido usado há muito tempo com pouca informação.

“A razão pela qual a IARC demorou tanto a se declarar é justamente por causa da falta de dados”, diz ele.

A FDA, por sua vez, diz que suas descobertas sobre o risco do glifosato para humanos serão divulgadas “em relatórios futuros”.

Fonte: https://www.curapelanatureza.com.br/post/08/2018/substancia-potencialmente-cancerigena-encontrada-em-alimento-muito-consumido-no-cafe-da

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