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Estudo mostra fatores que podem estar diminuir o desejo dos casais fazerem sexo todos os dias. Confira!

O desejo sexual de homens e mulheres pode ser afetado pelo stress, problemas na tireoide ou até mesmo pouca exposição ao sol

Por Veja

16/10/2018 às 08h15 • atualizado em 16/10/2018 às 09h15

Algumas posições sexuais podem ajudar você e seu parceiro na hora de colocar as fantasias sexuais em prática na cama (Foto: shutterstock)

Já é cientificamente comprovado que uma boa relação sexual traz inúmeros benefícios para homens e mulheres, incluindo proteção cardiovascular, controle da dor — já que a ocitocina e a endorfina (hormônios liberados durante prazer) podem ter efeito analgésico —, além de melhorar o sono. No entanto, para que esses benefícios sejam alcançados é preciso primeiro ter vontade de fazer sexo. Segundo especialistas, não há um nível considerado “normal” quando o assunto é desejo sexual, mas é possível notar quando a libido diminui de forma mais acentuada. Isso pode acontecer por vários motivos, como stress e problemas hormonais.

O site especializado Medical Daily preparou uma lista com alguns dos fatores que mais influenciam nos níveis de desejo sexual de um indivíduo e qual é a melhor forma de resolvê-los.

1. Pouca luz
Esse provavelmente é o problema mais fácil de resolver. A exposição à luz — ou falta dela — pode interferir nos níveis de testosterona do homem, influenciando na libido. Estudo de 2016 mostrou que se expor ao sol pode aumentar os níveis hormonais e, consequentemente, a satisfação sexual em homens com baixa libido.

Em entrevista a Reuters, Andrea Fagiolini, um dos autores da pesquisa, disse que a produção natural de testosterona declina durante períodos mais frios e alcançam o pico na primavera e no verão.

2. Stress e cansaço
A rotina corrida, o trânsito caótico e o excesso de trabalho são fatores que podem causar cansaço e stress, o que prejudica o desempenho e o desejo sexual. “Muitas mulheres estão satisfeitas com seus relacionamentos e gostam de sexo, mas estão muito cansadas e estressadas para sentir o desejo sexual”, explicou Laurie Mintz, professora de psicologia da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos. No caso dos homens, o stress pode estreitar as artérias, levando a sintomas de disfunção erétil, segundo estudo.

3. Menopausa
De acordo com a Sociedade Norte Americana de Menopausa (NAMS, na sigla em inglês), durante a transição da menopausa, os efeitos físicos da queda dos níveis de estrogênio — incluindo ondas de calor, suor noturno e secura vaginal — podem atrapalhar a motivação sexual. O envelhecimento também pode causar declínio no nível de testosterona em homens e mulheres, provocando a redução da libido.

4. Problemas na tireoide
O hipotireoidismo — doença caracterizada pela baixa produção de hormônio na tireoide — está ligado a uma série de sintomas, incluindo disfunção sexual. Como ocorre uma interrupção na produção hormonal, algumas mulheres apresentam menor lubrificação vaginal, o que pode resultar em dor durante o sexo, levando diminuição da frequência das relações sexuais. Problemas na tiroide também podem reduzir a energia, aumentar o stress e diminuir a sensação de bem-estar geral, todos sintomas que desempenham papel importante na libido. Apesar de afetar principalmente as mulheres, o hipotiroidismo em homens pode causar ejaculação precoce ou atrasada.

Para contornar a situação, é preciso assegurar o equilíbrio hormonal, alcançado através de medicação — prescrita por um endocrinologista.

5. Medicamentos
Alguns fármacos são conhecidos por interferir no desejo sexual, como antidepressivos, pílulas anticoncepcionais, anti-histamínicos (ou anti-alérgicos), medicamentos anti-convulsivos e analgésicos opioides. Esses medicamentos podem interromper a produção hormonal, provocando dificuldade em atingir o orgasmo e afetando o humor.

A melhor maneira de tentar contornar a situação é conversar com o médico e buscar alternativas possíveis. Às vezes, atitudes simples, como praticar exercícios, podem elevar o humor e a libido.

Exercício

Segundo o Medical News Today, a solução para alguns desses problemas pode estar no ioga. Isso poque a prática ajudar a aliviar o stress e a ansiedade já que reduz os níveis de cortisol e pode afetar a expressão genética que predispõe as pessoas a se estressarem. A atividade ainda pode ajudar com problemas na tireoide e síndrome metabólica — conjunto de doenças, como hipertensão, excesso de gordura corporal, níveis de colesterol anormais, altos níveis de açúcar no sangue, que aumentam risco de doença cardíaca.

Além disso, estudo recente publicado no The Journal of Sexual Medicine mostrou que 75% das participantes que praticaram ioga durante 12 semanas notaram melhora na vida sexual. Essa resposta pode ser especialmente interessante para mulheres acima dos 45 anos, que podem recuperar desejo, lubrificação, satisfação, excitação e sentir menos dor.

Alimentação

Uma alimentação balanceada também pode contribuir para uma vida sexual mais satisfatória. Uma dieta saudável é bom para o sistema circulatório pode levar a melhor função sexual em homens e mulheres, além de garantir um coração forte. De acordo com a American Heart Association, uma boa dieta deve incluir ampla variedade de frutas e legumes, grãos integrais, fibra, nozes, óleos saudáveis, como azeite e óleo de girassol, e frutos do mar.

Pesquisa de 2016 apontou que a dieta mediterrânea pode diminuir problemas com a disfunção erétil em pessoas diagnosticadas com síndrome metabólica. A composição dessa dieta é feita principalmente por alimentos de origem vegetal, como frutas, legumes e hortaliças, oleaginosas, grãos e cereais (preferencialmente integrais), como arroz e trigo e também massas, como o pão. Ovos e laticínios estão presentes em abundância. Carnes brancas, como peixes e aves, têm seu consumo moderado, e as carnes vermelhas só participam em pequenas quantidades.

A maior parte dos alimentos que compõem essa dieta são pouco processados, e os açúcares aparecem em pouca quantidade. O azeite é a principal fonte de gordura dessa alimentação, e o vinho está presente durante as refeições, com moderação.

Fonte: https://veja.abril.com.br/saude/saiba-o-que-pode-estar-diminuindo-a-sua-libido/

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