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Bebê morre depois que médica se negou a prestar socorro, no Rio

Os pais dizem que ela foi embora antes de fazer o atendimento. A outra equipe médica só chegou duas horas depois da morte da criança.

Por Priscila Belmont

09/06/2017 às 17h44

Um bebê de 1 ano e meio morreu depois que uma médica se negou a prestar socorro, na manhã de quarta-feira (7), como mostrou o Bom Dia Rio. Os pais dizem que ela foi embora antes de fazer o atendimento. A outra equipe médica só chegou duas horas depois da morte da criança.

Breno Rodrigues Duarte da Silva sofria de uma doença neurológica. No começo da manhã de quarta-feira, os pais do bebê ficaram preocupados porque ele estava com dores no estômago.

“E a internação foi solicitada a Unimed. A Unimed mandou a ambulância para gente, a gente solicitou às 8h20 da manhã. Quando foi às 9h10 ambulância chegou ao condomínio, só que ambulância chegou no nosso condomínio e nós não sabemos o porquê a médica da ambulância, plantonista que foi para levar o meu filho para a internação não atendeu”, contou a mãe da criança, a empresária Rhuana Lopes Rodrigues.

As imagens de uma câmera de segurança do condomínio mostram a médica dentro da ambulância. Ela rasga alguns papéis, gesticula bastante e depois vai embora. O relógio marcava 10h13.

“O porteiro me avisou novamente o que tinha acontecido, eu liguei novamente para o home care. O home care de pronto entrou em contato com a Unimed, dizendo que solicitaria uma outra ambulância. Só que isso era às 9h10 da manhã. Quando foi às 10h26 da manhã o meu filho faleceu em casa. E eu ligando de 10 em 10 minutos perguntando cadê ambulância. E a outra ambulância só chegou duas depois, às 11h quando meu filho já havia falecido”, disse a mãe.

Os pais do bebê registraram o caso na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), na Zona Oeste, na noite de quarta-feira.

“Eu tive uma hora e meia entre a chegada dela e o óbito do meu filho. Dentro dessa uma hora e meia, eu teria chegado no hospital, ele teria sido socorrido, ele teria feito os procedimentos que deveriam ser feitos e provavelmente estaria vivo agora”, disse Rhuana.

Rhuana ligou de novo para o plano de saúde e ouviu uma resposta: “ Que iriam investigar, que não sabiam, que não era esse O procedimento, e que seria aberta uma sindicância na Unimed para apurar os fatos”.

Rhuana está grávida do segundo filho, mas para ela e o marido, a família continuará incompleta.

“O sentimento é de tristeza porque a gente lutou muito pelo nosso filho que é especial. Ficou um ano e meio lutando para ele ficar junto com a gente, E a gente vê o descaso de uma profissional que deveria ter atendido na hora e a gente perdeu nosso filho”, disse o empresário Felipe Antônio Duarte da Silva, pai de Breno.

A Unimed-Rio lamentou a morte do bebê. A cooperativa disse que vai tomar as providências para descredenciar imediatamente o prestador de serviço Cuidar e vai entrar na Justiça contra a empresa por causa da recusa de atendimento. O Bom Dia Rio não conseguiu contato com a empresa Cuidar.

G1

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